- Forbes estima o patrimônio pessoal de Donald Trump em US$ 7,3 bilhões, um salto de 70% em relação ao ano anterior à eleição, com a fortuna da família chegando a quase US$ 10 bilhões nos primeiros dez meses do segundo mandato.
- Membros da família — Donald Trump, filhos Donald Jr., Eric e Barron, e o genro Jared Kushner — acumularam fortunas significativas em diversos negócios, incluindo criptomoedas.
- Em setembro, a família promoveu a World Liberty Financial, com o token WLFI e a promessa de uma stablecoin, USD1; investidores estrangeiros e parcerias com empresas ligadas a Justin Sun foram associados ao projeto, envolvendo investimentos em títulos.
- Ainda antes da posse, foram lançadas as memecoins $TRUMP e $MELANIA; os maiores compradores de $TRUMP ganharam convites para um banquete privado e encontros com Trump, com uso de empresas de fachada para a emissão.
- O governo de Trump tem flexibilizado a regulação de cripto, com encerramento de unidades de combate a fraudes em criptomoedas pelo Departamento de Justiça e indicação de aliados pró-cripto para postos-chave, elevando questionamentos sobre conflitos de interesse.
Ninguém confirma ter feito mais dinheiro na presidência. Dados da Forbes indicam que o patrimônio de Donald Trump é estimado em US$ 7,3 bilhões, com alta de 70% ante o ano anterior à eleição. A família Trump soma fortunas significativas, com filhos e o genro envolvidos em negócios.
Nos primeiros dez meses do segundo mandato, a fortuna da família quase dobrou, somando perto de US$ 10 bilhões. A trajetória é apontada como inédita para um anfitrião do poder executivo norte‑americano.
Ações da família na área de criptomoedas impulsionaram esse crescimento. Barron, filho de Trump, teve influência direta na expansão de negócios digitais, inclusive com uma entrada de peso no setor cripto.
World Liberty Financial e a promessa de DeFi
Em setembro, Trump promoveu a criação da World Liberty Financial, em parceria com membros da família, para atuar com finanças descentralizadas e um token próprio, o WLFI. O objetivo declarado era reduzir a dependência do sistema bancário tradicional.
Alguns investidores passaram a ver o WLFI como novo ativo de alto risco. O token funciona como unidade de valor dentro de um ecossistema que utiliza contratos automáticos e blockchain, segundo a apresentação pública do projeto.
A empresa associada à WLFI promete manter um ativo lastreado por dólar, investido em títulos do Tesouro. O retorno gerado é, no entanto, apropriado pela própria World Liberty Financial e pela parceira BitGo, com participação elevada da família Trump.
Investimentos, controle e possíveis conflitos
A família Trump detém participação majoritária na empresa que controla o WLFI, com parcela de controle e lucros significativos. Em operações de venda de tokens, a participação da família pode chegar a 60% a 75% dos recursos.
No contexto, a relação entre a administração pública e o negócio privado levanta questionamentos sobre conflitos de interesse. A presidência tem sido associada a ações que favorecem o ambiente regulatório do setor cripto, com ajustes em investigações e quotas para órgãos reguladores.
Antes da posse, Trump também lançou duas memecoins, as moedas digitais $TRUMP e $MELANIA. Essas moedas tiveram picos de valorização, seguidos de quedas, com anúncios que premiavam grandes compradores com encontros com o presidente.
Memecoins, mercados e perguntas sobre transparência
Os maiores investidores de $TRUMP teriam acesso a banquetes privados e encontros com Trump. Grande parte das transações ocorreu por bolsas de criptomoedas no exterior, levantando dúvidas sobre origem dos recursos e acesso aos mercados.
As operações de emissão de moedas foram estruturas em empresas de fachada, que detêm boa parte do estoque, segundo investigações divulgadas pela imprensa. A gestão de ativos digitais pelo governo e seus parceiros também é tema de debate público.
Contexto regulatório e relações exteriores
Desde a eleição, o governo tem flexibilizado o ambiente regulatório do setor cripto. Em paralelo, autoridades federais passaram a sinalizar uma postura mais permissiva para determinadas plataformas. Eventos envolvendo autoridades e empresários estrangeiros intensificaram o escrutínio sobre a influência do setor.
A temporada também trouxe discussões sobre políticas de exportação de tecnologias avançadas de inteligência artificial para o Oriente Médio, com impactos de segurança nacional discutidos entre Casa Branca e aliados regionais.
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