- O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento do Brasil para 2025, de 2,4% para 2,4% (mantida) e reduziu a de 2026 para 1,9%, citando tarifas dos Estados Unidos e sinais de moderação da atividade.
- O FMI incluiu o Brasil em grupo de economias emergentes com crescimento revisado para 4,2% em 2025, destacando políticas fiscal e monetária restritivas e a taxa de juros em 15%.
- O Banco Central informou que a Selic permanecerá estável por um período prolongado para cumprir a meta de inflação, que está em torno de 3%.
- O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou alta de 0,4% no PIB no segundo trimestre de 2025, enquanto o FMI projetou inflação média de 5,2% para o Brasil em 2025.
- A demanda externa continua impactada por tarifas dos EUA; no âmbito da América Latina, o FMI projeta crescimento de 2,4% para 2025, com melhoria puxada pelo México, mas aponta que espaço fiscal restrito dificulta estímulos à economia brasileira.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua projeção de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, aumentando a expectativa de 2,4% para este ano, superando a previsão do governo, que é de 2,3%. O relatório, divulgado nesta terça-feira, também indicou uma desaceleração mais acentuada para 2026, reduzindo a estimativa para 1,9%. A análise aponta que fatores como tarifas impostas pelos Estados Unidos e sinais de moderação na atividade econômica influenciam essas mudanças.
Além disso, o FMI incluiu o Brasil em um grupo de economias emergentes com crescimento revisado para 4,2% em 2025. O relatório destaca que, apesar do crescimento, as políticas fiscal e monetária restritivas, com a taxa de juros em 15%, têm impactado a atividade econômica. O Banco Central anunciou que a Selic permanecerá estável por um período prolongado para atingir a meta de inflação, que está em torno de 3%.
Desafios e Expectativas
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram um crescimento de 0,4% no PIB no segundo trimestre de 2025, reforçando as expectativas de um cenário de desaceleração. O FMI também projetou uma inflação média anual de 5,2% para o Brasil em 2025, acima do centro da meta oficial. A instituição alertou que a demanda externa está sendo afetada por tarifas mais altas dos EUA, o que pode impactar negativamente as exportações brasileiras.
O relatório também menciona que, no contexto latino-americano, o crescimento esperado para 2025 é de 2,4%, com um leve ajuste positivo. A melhora na projeção se deve, em parte, ao desempenho do México, cuja expectativa de crescimento foi elevada significativamente. O FMI conclui que o espaço fiscal restrito limita a capacidade do governo brasileiro de estimular a demanda interna, o que pode agravar a desaceleração econômica.
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