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Investidor brasileiro troca risco por segurança e renda fixa dispara

Selic em 15% impulsiona captações líquidas em fundos de renda fixa; isenção fiscal de LCIs/LCAs amplia apetite entre investidores de maior patrimônio

Juros de 15% e Selic estável sustentam captação recorde e ampliam a preferência dos brasileiros por aplicações conservadoras em 2025
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  • Com a Selic em 15% e a inflação sob controle, as captações em fundos e títulos de renda fixa tiveram números expressivos em setembro, somando R$ 20,1 bilhões, e atingiram R$ 110,9 bilhões no ano.
  • A operação é favorecida pela isenção fiscal de LCIs e LCAs, que oferecem retorno estável mesmo após tributos, mantendo a renda fixa atrativa.
  • O estrategista do Santander, Arley Matos da Silva Júnior, aponta que há produtos com rendimento superior a 1% ao mês, associados a segurança e alta liquidez.
  • A preferência por renda fixa é maior entre investidores de maior patrimônio, apoiada pela alta de juros, com débêntures incentivadas ganhando apelo nesse perfil.
  • Até o fim de 2025 espera-se uma transição gradual de posições pós-fixadas para ativos prefixados e atrelados à inflação, com normalização da política monetária nos próximos trimestres.

Os investidores brasileiros estão mudando suas estratégias, priorizando a segurança em vez do risco. Com a taxa Selic em 15% e a inflação controlada, a captação em fundos e títulos de renda fixa tem apresentado números expressivos. Em setembro, os fundos de investimento registraram uma captação líquida de R$ 20,1 bilhões, totalizando R$ 110,9 bilhões no ano.

Esse movimento é impulsionado pela isenção de impostos em produtos como LCIs e LCAs, que oferecem um retorno estável mesmo após tributos. O estrategista do Santander, Arley Matos da Silva Júnior, destaca que a renda fixa continua sendo uma opção atrativa, especialmente em produtos atrelados ao CDI. Ele afirma que, no atual cenário, os investidores encontram produtos com rendimento superior a 1% ao mês, segurança e alta liquidez.

Tendências de Investimento

A preferência por renda fixa é ainda mais acentuada entre investidores de maior patrimônio. A alta dos juros tem sustentado essa demanda, e a isenção fiscal amplia o apelo por títulos como debêntures incentivadas. A previsão é que, até o final de 2025, haja uma transição gradual das posições pós-fixadas para ativos prefixados e atrelados à inflação.

Com a expectativa de normalização da política monetária nos próximos trimestres, é provável que os investidores considerem prazos mais longos e diversifiquem suas carteiras. O apetite por renda fixa permanece forte, sustentado por juros elevados e incertezas no cenário global. Enquanto o retorno real continuar alto, a tendência conservadora deve se manter.

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