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Boleto bancário move 2,47 trilhões e lidera pagamentos B2B

Boletos movimentaram R$ 2,47 trilhões em 315 milhões de notas; participação cai para 69,3% em 2025, enquanto Pix soma 1,6% do volume

Na maioria dos setores da economia, modalidade de pagamento representa entre 50% e 80% das transações financeiras entre empresas.
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  • Boletos bancários continuam dominando as transações B2B no Brasil, com R$ 2,47 trilhões movimentados em 2025, equivalente a 69,3% das transações entre empresas, caída frente aos 73,2% de 2023.
  • O estudo analisou 315 milhões de notas fiscais, mostrando que boletos ainda são predominantes na maioria dos setores, representando entre 50% e 80% das transações financeiras; o co-CEO da Qive, Christian de Cico, ressaltou funções de conformidade, integração e uso como crédito para antecipação de recebíveis.
  • O Pix ganhou espaço, representando 1,6% do volume de notas fiscais em 2025, ante 0,8% em 2023, enquanto os boletos enfrentam maior vulnerabilidade a fraudes, com um em cada três empresas reportando perdas maiores em 2025.
  • A migração para transferências bancárias e depósitos tem sido impulsionada pela busca de maior segurança em transações de valores elevados, especialmente em serviços e energia, com a prática de confirmar que a conta bancária pertence ao CNPJ do fornecedor homologado para evitar fraudes.
  • Ainda há 31% das empresas realizando cobranças e conciliações de forma manual; a resistência decorre de cultura organizacional e falta de conhecimento sobre soluções disponíveis, conforme a Qive, que atende grandes marcas como McDonald’s e Casas Bahia, somando 210 mil clientes.

O uso de boletos bancários continua a dominar as transações B2B no Brasil, mesmo com a crescente adoção do Pix. Segundo pesquisa da Qive, os boletos movimentaram R$ 2,47 trilhões em 2025, correspondendo a 69,3% das transações entre empresas, embora tenha havido uma queda em relação aos 73,2% registrados em 2023.

O estudo analisou 315 milhões de notas fiscais, revelando que os boletos ainda são predominantes na maioria dos setores, onde representam entre 50% e 80% das transações financeiras. Christian de Cico, co-CEO da Qive, destacou que o boleto desempenha funções críticas de conformidade e integração, além de ser utilizado como forma de crédito para antecipação de recebíveis.

Crescimento do Pix e Vulnerabilidades

Apesar do domínio dos boletos, o Pix começou a ganhar espaço, representando 1,6% do volume de notas fiscais em 2025, um aumento em relação a 0,8% em 2023. No entanto, o sistema de boletos enfrenta desafios, como a crescente vulnerabilidade a fraudes. A pesquisa aponta que um em cada três empresas reportou perdas financeiras maiores em 2025 devido a pagamentos indevidos.

A migração para transferências bancárias e depósitos tem sido impulsionada pela busca por maior segurança em transações de valores elevados, especialmente em setores como serviços e energia. De Cico explica que, ao utilizar essas modalidades, as empresas garantem que a conta bancária é do CNPJ do fornecedor homologado, evitando fraudes.

Manutenção de Processos Manuais

Outro dado interessante da pesquisa é que 31% das empresas ainda realizam cobranças e conciliações de pagamentos de forma manual. Isis Abbud, co-CEO da Qive, observa que essa resistência à mudança se deve a questões culturais e à falta de conhecimento sobre soluções disponíveis. Muitas empresas preferem manter processos tradicionais, mesmo diante da evolução tecnológica.

A Qive, fundada em 2014, tem se destacado no setor, atendendo grandes marcas como McDonald’s e Casas Bahia, com um total de 210 mil clientes. A plataforma oferece soluções para automatizar a gestão de pagamentos, integrando notas fiscais e fluxo bancário, buscando otimizar a eficiência nas transações B2B.

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