- Ibovespa fechou em queda de 0,28%, a 142.200,02 pontos, nesta quinta-feira, 16 de outubro.
- Pressões partiram de BTG Pactual, Vale e Petrobras; a WEG atuou como contrapeso ao anunciar a aquisição de uma empresa de recarga de carros elétricos.
- O volume financeiro na B3 ficou em aproximadamente R$ 20,9 bilhões.
- Em outubro, o índice acumulou baixa de 2,76%, após alta de 22% no ano até setembro; Ricardo Campos, da Reach Capital, aponta deterioração do cenário fiscal e tensões EUA-China como fatores de insegurança.
- No exterior, S&P 500 caiu 0,63%; dólar à vista recuou 0,35% para R$ 5,4433; o BC informou alta de 0,4% do IBC-Br em agosto, mantendo Selic em 15% ao ano, com expectativa de cortes pelo Federal Reserve.
O Ibovespa encerrou o dia em queda de 0,28%, alcançando 142.200,02 pontos nesta quinta-feira, 16 de outubro. O movimento foi influenciado por pressões de ações do BTG Pactual, Vale e Petrobras. Em contraste, a WEG destacou-se ao anunciar a aquisição do controle de uma empresa de recarga de carros elétricos, atuando como um contrapeso no índice. O volume financeiro na B3 atingiu aproximadamente R$ 20,9 bilhões.
Após um mês de volatilidade, o Ibovespa acumulou uma perda de 2,76% em outubro, refletindo a correção de um crescimento de 22% no ano até setembro. O diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, apontou uma percepção de deterioração do cenário fiscal brasileiro e preocupações com políticas populistas, o que tem contribuído para a instabilidade do mercado. Além disso, as tensões nas relações comerciais entre EUA e China continuam a gerar apreensão.
Cenário Externo e Dólar
No exterior, o S&P 500 também fechou em baixa, caindo 0,63%, influenciado por preocupações com a saúde dos bancos regionais. O dólar à vista no Brasil recuou 0,35%, cotado a R$ 5,4433, refletindo a queda da moeda norte-americana em relação a outras divisas, como o euro e a libra. A moeda acumula uma desvalorização de 11,91% no ano.
O Banco Central do Brasil divulgou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,4% em agosto, após três meses de queda, embora abaixo da expectativa de 0,6%. O diretor de Política Monetária do BC, Nilton David, ressaltou a necessidade de manter a política monetária restritiva, destacando que a Selic permanece em 15% ao ano. Essa situação, juntamente com a expectativa de cortes de juros pelo Federal Reserve, pode favorecer o fluxo de dólares para o Brasil.
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