- Em 2025, adoção do Bitcoin como reserva corporativa na América Latina chegou a cento e setenta e cinco empresas, frente a sessenta e quatro em 2024.
- ETFs de Bitcoin acumularam mais de sessenta bilhões de dólares em oito meses, com aproximadamente um milhão e trezentos mil bitcoins.
- Méliuz, no Brasil, decidiu alocar dez por cento do caixa em Bitcoin, acompanhando o exemplo de grandes corporações como a MicroStrategy.
- Mercado Pago lançou uma stablecoin atrelada ao dólar; pesquisa da Ripio aponta o Brasil como líder na adoção corporativa de criptoativos.
- O crescimento dos ETFs contribuiu para a expansão, com a MicroStrategy registrando alta de mil duzentos e trinta por cento entre 2023 e 2025; Guido Messi, da Ripio, afirma que o Bitcoin começa a se firmar como reserva.
Em 2025, a adoção do Bitcoin como reserva corporativa cresceu significativamente na América Latina, com 175 empresas adotando a criptomoeda, um aumento expressivo em relação às 64 de 2024. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela popularização dos ETFs de Bitcoin, que atraíram mais de US$ 60 bilhões em apenas oito meses.
A fintech brasileira Méliuz, por exemplo, decidiu alocar 10% do seu caixa em Bitcoin, seguindo o exemplo de grandes corporações como a MicroStrategy. Essa movimentação reflete uma tendência crescente de diversificação das tesourarias fora do sistema financeiro tradicional. A pesquisa da Ripio, uma das principais plataformas de criptoativos da região, destaca que o Brasil lidera a adoção de criptomoedas no contexto corporativo.
Crescimento dos ETFs
Os ETFs de Bitcoin, que permitem a negociação da criptomoeda como ações, foram fundamentais para essa expansão. Em um curto período, esses fundos acumularam 1,3 milhão de bitcoins, demonstrando um interesse crescente por parte das empresas em diversificar seus ativos. A estratégia de empresas como a MicroStrategy, que viu suas ações dispararem 1.230% entre 2023 e 2025, exemplifica como a adoção do Bitcoin pode influenciar positivamente o valor corporativo.
Guido Messi, da Ripio, afirma que a percepção do Bitcoin como um ativo de reserva está se consolidando. Além de ser visto como proteção contra a inflação, a criptomoeda é considerada uma alternativa mais resiliente do que o ouro. Embora o número de empresas que adotaram o Bitcoin ainda seja pequeno em comparação com o total na América Latina, os dados indicam uma mudança significativa na forma como as empresas enxergam os criptoativos.
Desafios e Oportunidades
Apesar do crescimento, a volatilidade do Bitcoin continua sendo uma preocupação. Messi ressalta que as empresas precisam ter uma visão de longo prazo ao considerar a alocação de reservas em Bitcoin. Além disso, a falta de compreensão sobre a criptomoeda entre executivos pode ser um obstáculo. A regulamentação também desempenha um papel crucial, podendo facilitar a adoção e uso do Bitcoin como moeda.
O cenário atual aponta para uma transformação no mercado corporativo, com o Bitcoin emergindo como um novo tipo de “ouro digital”. A adoção crescente de criptoativos pode redefinir estratégias financeiras e abrir novas oportunidades de investimento para empresas na América Latina.
Entre na conversa da comunidade