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Gasolina sobe 10% no Brasil com petróleo a 60 dólares, diz Abicom

Gasolina volta a ficar 10% acima do exterior; diesel permanece mais barato; petróleo em queda eleva expectativa de encontro EUA-Rússia para discutir paz

Gasolina no Brasil está 10% mais cara que no exterior, diz Abicom, que aponta subsídio cruzado da Petrobras. Diesel, por outro lado, está mais barato - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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  • A gasolina no Brasil está 10% mais cara que o mercado internacional, segundo a Abicom, enquanto o diesel continua mais barato no país; o cenário acompanha a queda recente do preço do petróleo.
  • Para a gasolina chegar à paridade de importação, seria necessária uma queda de R$ 0,28 por litro; o diesel poderia subir R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras; a Petrobras pratica um subsídio cruzado para compensar perdas do diesel com os ganhos da gasolina.
  • O último reajuste da gasolina foi em junho, com queda de R$ 0,17 por litro; o diesel sofreu redução em maio, de R$ 0,16; o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) confirma que a gasolina fica 10% acima do preço externo e o diesel 1,43% abaixo.
  • Nesta sexta-feira, 17 de outubro, as quedas nos preços do petróleo seguem, com expectativa de novo encontro entre os presidentes dos EUA e da Rússia para discutir paz, o que pode influenciar os preços domésticos.
  • O cenário aponta para um mercado complexo, onde a relação entre gasolina e diesel, somada às oscilações internacionais, alimenta o debate sobre a política de preços da Petrobras.

A gasolina no Brasil está 10% mais cara do que no mercado internacional, de acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). O aumento ocorre em um cenário onde o preço do petróleo continua em queda, refletindo uma possível diminuição das tensões entre Rússia e Ucrânia. O diesel, por sua vez, permanece mais barato no país em comparação ao exterior.

A Abicom aponta que, para que a gasolina atinja a paridade de importação, o preço deveria cair R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel poderia ter um aumento de R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras. O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, destaca que a estatal tem utilizado um subsídio cruzado, compensando as perdas no diesel com os lucros da gasolina. Se a gasolina for reduzida, um aumento no diesel poderá ser necessário.

O último reajuste da gasolina ocorreu em junho, com uma diminuição de R$ 0,17 por litro, enquanto o diesel teve sua redução em maio, de R$ 0,16. Além disso, o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) também confirma que a gasolina está 10% mais cara no mercado interno em relação ao externo, enquanto o diesel é 1,43% mais barato.

Impactos do Conflito Rússia/Ucrânia

Nesta sexta-feira, 17 de outubro, as quedas nos preços do petróleo continuam, impulsionadas pela expectativa de um novo encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia. Analistas, como Bruno Cordeiro da StoneX, afirmam que essa possibilidade de diálogo pode influenciar os preços domésticos de combustíveis. “O principal fator baixista é a confirmação desse encontro, que pode levar a um novo acordo de paz”, afirmou Cordeiro.

Esses fatores indicam um cenário complexo para o mercado de combustíveis no Brasil, onde a relação entre gasolina e diesel, somada às flutuações internacionais, continua a gerar debates sobre a política de preços da Petrobras.

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