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Trabalhador por aplicativo ganha mais, mas enfrenta jornadas mais longas

Renda média de trabalhadores por aplicativo chegou a R$ 2.996 em 2024, 4,2% acima dos não plataformizados; jornada de 45,9h; informalidade 71,7% entre plataformizados; STF discute vínculo

IBGE: entregadores e motoristas de app ganham mais por mês, mas menos por hora, com jornadas longas e alta informalidade - Foto: Reprodução
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  • Em 2024, a renda média dos trabalhadores por aplicativo no Brasil foi de R$ 2.996, 4,2% acima dos não plataformizados (R$ 2.875), segundo estudo do IBGE sobre trabalhadores de plataformas digitais.
  • A informalidade entre plataformizados é de 71,7%, contra 43,8% entre os demais ocupados; apenas 25,7% dos plataformizados contribuem com a previdência, frente a 61,9% dos não plataformizados.
  • A jornada de trabalho dos trabalhadores por aplicativo é de 45,9 horas semanais, ante 40,9 horas dos não plataformizados.
  • No setor de motoristas, 43,8% trabalham para aplicativos, totalizando 824 mil pessoas; a renda média foi de R$ 2.766, 341 reais a mais que os motoristas não plataformizados (R$ 2.425), com informalidade de 83,6%.
  • Entre motociclistas, 33,5% trabalham por meio de apps (351 mil pessoas); a renda média mensal foi de R$ 2.119, 28,2% acima dos não plataformizados (R$ 1.653), e a informalidade alcança 84,3%, frente a 69,3% entre não plataformizados; o tema de vínculo empregatício segue no STF, que deve retomar o julgamento em novembro, com parecer da PGR sugerindo não reconhecer o vínculo.

Em 2024, a renda média dos trabalhadores por aplicativo no Brasil foi de R$ 2.996, superando em 4,2% a dos trabalhadores não plataformizados, que registraram R$ 2.875. Essa informação foi divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em um estudo sobre a situação dos trabalhadores de plataformas digitais. Apesar da renda superior, a pesquisa revelou um cenário preocupante de informalidade e precarização.

Os dados mostram que 71,7% dos trabalhadores por aplicativo estão na informalidade, comparado a 43,8% entre os demais ocupados. Além disso, apenas 25,7% dos plataformizados contribuem para a previdência, enquanto 61,9% dos não plataformizados têm esse benefício. A jornada de trabalho dos trabalhadores por aplicativo também é mais longa, com uma média de 45,9 horas por semana, em contraste com 40,9 horas dos não plataformizados.

Motoristas e Motociclistas

No setor de motoristas, cerca de 43,8% dos motoristas no Brasil trabalham para aplicativos, totalizando 824 mil pessoas. A renda média mensal dos motoristas de app foi de R$ 2.766, R$ 341 a mais do que os motoristas não plataformizados, que ganham em média R$ 2.425. Entretanto, a informalidade entre motoristas de app é alarmante, atingindo 83,6%, em comparação com 54,8% dos motoristas formais.

Os motociclistas também apresentam dados preocupantes. Em 2024, 33,5% dos motociclistas trabalhavam por meio de aplicativos, somando 351 mil pessoas. A renda média mensal dos motociclistas de app foi de R$ 2.119, 28,2% superior à dos não plataformizados, que é de R$ 1.653. A informalidade entre os motociclistas de app chega a 84,3%, enquanto entre os não plataformizados é 69,3%.

Reconhecimento de Vínculo Empregatício

Representantes de categorias que atuam em plataformas digitais reivindicam o reconhecimento do vínculo empregatício, buscando proteção contra a precarização do trabalho. Esse tema está em discussão no Supremo Tribunal Federal (STF), que deve retomar o julgamento em novembro. Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sugere que o STF não reconheça o vínculo, o que pode impactar diretamente a situação desses trabalhadores.

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