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Mercado de escritórios em Dublin parecia boa aposta; gestoras sofrem perdas

Blackstone negocia devolver o imóvel em Dublin, 75 de St. Stephen’s Green, diante da vacância superior a 17% e perdas em escritórios de tecnologia

Em Dublin, mercado de escritórios parecia boa aposta. Agora gestoras amargam perdas | Escritório no número 75 da St Stephen’s Green, em Dublin: local de 1.338 metros quadrados é um dos que buscam inquilinos na cidade. (Foto: Olivia Fletcher/Bloomberg) (Bloomberg)
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  • O mercado de escritórios em Dublin enfrenta vacância elevada, acima de dezessete por cento, com perdas para gestoras como Blackstone, Brookfield e Henderson Park, além de write-offs em ativos; a carteira global de Blackstone soma US$ seiscentos bilhões.
  • A pandemia acelerou a desaceleração, com absorção de novas áreas caindo mais de quarenta e cinco por cento em 2023, e o aumento do espaço cinza (gray space) pressionando proprietários e levando a possíveis queda de aluguéis.
  • Mesmo com dificuldades, sinais de recuperação aparecem: no terceiro trimestre de dois mil e vinte cinco houve maior volume de novas locações em mais de um ano, mas certos empreendimentos demoram para ocupar totalmente. O Freight Building, da Glenveagh Properties, pode levar até dois mil e oito para chegar a ocupação plena.
  • Em perspectiva, Blackstone investiu por volta de três bilhões de euros em imóveis em Dublin, mantendo foco em ativos de alta qualidade com inquilinos corporativos de longo prazo; Brookfield mostra ocupação de noventa e oito por cento em seu portfólio.
  • A recuperação do mercado de escritórios de Dublin é esperada no longo prazo, mas o caminho continua incerto e depende de demanda e ajustes de aluguel.

Um cenário desafiador se desenha para o mercado de escritórios em Dublin, que, até então, era considerado uma aposta promissora para investidores. Com a pandemia e o aumento da vacância, gestoras como Blackstone, Brookfield e Henderson Park enfrentam perdas significativas. O nível de vacância na capital irlandesa ultrapassa 17%, um dos mais altos da Europa.

As dificuldades começaram a se intensificar após o aumento da oferta de imóveis e a queda na demanda, especialmente no setor de tecnologia. Blackstone, por exemplo, está em negociações para devolver um prédio em St. Stephen’s Green, adquirido em 2019, enquanto enfrenta write-offs em ativos que foram reduzidos a zero. A empresa reconhece que a situação é rara em seu portfólio global de US$ 600 bilhões.

Impacto da Pandemia

A pandemia provocou uma desaceleração no mercado, com a absorção de novas áreas caindo mais de 45% em 2023. O chamado “gray space” — áreas já alugadas, mas desocupadas — também aumentou, pressionando os proprietários. Especialistas apontam que a vacância se concentra em prédios mais antigos, forçando uma possível redução nos aluguéis, o que poderia levar a novos cortes de custos.

Apesar das dificuldades, há indícios de recuperação. O terceiro trimestre de 2025 registrou o maior volume de novas locações em mais de um ano, com sinais de que os aluguéis podem estar se estabilizando. Contudo, a construtora Glenveagh Properties alertou que seu novo edifício, o Freight Building, pode demorar até 2028 para estar totalmente ocupado.

Perspectivas Futuras

A Blackstone, que investiu cerca de € 3 bilhões em imóveis em Dublin, mantém um foco em ativos de alta qualidade com inquilinos corporativos de longo prazo. Enquanto isso, a Brookfield destaca a ocupação de 98% em seu portfólio de ativos. Apesar das perdas, a expectativa é que o mercado de escritórios de Dublin se recupere a longo prazo, embora o caminho ainda seja incerto.

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