- O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, reunirão-se na próxima semana em Malásia para tentar resolver as tensões comerciais.
- O encontro visa avaliar a possibilidade de uma nova rodada de consultas e decidir se o encontro de alto nível entre Donald Trump e Xi Jinping ocorrerá no final do mês.
- Desde maio, está em vigor uma trégua comercial após encontros em Ginebra, Londres, Estocolmo e Madrid; as relações deterioraram-se após a China impor controles de exportação de terras raras.
- A China considera as medidas americanas restritivas e protestou a inclusão de empresas chinesas na lista de controle dos EUA; Bessent descreveu as conversas como francas e detalhadas.
- A trégua atual expira em 10 de novembro e as próximas reuniões são decisivas para o futuro das relações entre as duas maiores economias.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, e o vice-primeiro-ministro da China, He Lifeng, se encontrarão na próxima semana em Malásia. O objetivo da reunião é tentar resolver as tensões comerciais entre as duas potências, especialmente em relação às novas restrições chinesas sobre terras raras. Este encontro é crucial para determinar se o esperado encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping ocorrerá no final do mês.
Desde maio, uma trégua comercial entre os países tem sido mantida, após uma série de encontros em Ginebra, Londres, Estocolmo e Madrid. Contudo, a relação se deteriorou após a China implementar um novo controle de exportações de terras raras, o que provocou a ira da Casa Branca. Bessent expressou sua confusão sobre a decisão chinesa e afirmou que as conversas têm sido “francas e detalhadas”.
Contexto das Negociações
As negociações anteriores entre os dois países conseguiram suspender uma disputa tarifária que havia escalado em abril. Contudo, o governo chinês alega que os Estados Unidos têm violado o espírito da trégua, especialmente após a atualização das normas de controle de exportações em setembro, que afetou diversas empresas chinesas. A China considera que as medidas americanas são restritivas e protestou contra a inclusão de empresas chinesas na lista de controle dos EUA.
Bessent e He também discutiram a possibilidade de novas consultas econômicas e comerciais entre os países. O governo chinês, por sua vez, está preocupado com as ações de Washington, que incluem tarifas portuárias e a falta de transparência fiscal. A trégua atual expira em 10 de novembro, o que aumenta a urgência das negociações.
A situação continua a evoluir e as próximas reuniões serão decisivas para o futuro das relações comerciais entre as duas maiores economias do mundo.
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