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Artistas devem receber pagamentos retroativos por obras usadas para treinar IA

Coalizão de mais de cem mil artistas cobra pagamentos retroativos, transparência de datasets e licenças justas; governo britânico pode intervir

Groups backing the statement include the Design and Artists Copyright Society and the Association of Photographers
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  • Coalizão que representa mais de 100 mil artistas, incluindo ilustradores e fotógrafos, exige o fim da varredura não autorizada de obras para treinar IA, pagamentos retroativos, transparência de datasets e acordos de licenciamento justos, com possível intervention do governo.
  • A entidade afirma que o uso de obras sem consentimento prejudica a renda dos criadores; Derek Brazell aponta evidências de uso sem licença e a falta de clareza sobre quais trabalhos foram usados.
  • Have I Been Trained, plataforma que permite checar uso de obras em bases de dados de IA, revelou bilhões de imagens extraídas sem permissão.
  • Isabelle Doran, CEO da Association of Photographers, diz que serviços de IA competem diretamente com o trabalho dos fotógrafos; pesquisa aponta que 58% dos profissionais foram afetados pela tecnologia.
  • O grupo, que inclui a Design and Artists Copyright Society (DACS) e a Picture Industry Collecting Society for Effective Licensing (PICSEL), alerta para possível ação do governo do Reino Unido e pede mobilização pública, visando transparência e justiça no uso de obras artísticas; Paul Seheult enfatiza necessidade de diálogo e aponta ausência de progresso nas discussões.

Organizações que representam mais de 100 mil artistas, incluindo ilustradores e fotógrafos, emitiram uma nova declaração exigindo o fim da varredura não autorizada de obras protegidas por direitos autorais para o treinamento de Inteligência Artificial (IA). O grupo pede pagamentos retroativos por usos não autorizados, transparência nos conjuntos de dados e acordos de licenciamento justos.

A declaração destaca que a utilização de obras sem consentimento está prejudicando a renda dos criadores. Derek Brazell, gerente de publicações da Association of Illustrators, afirma que há evidências claras de que empresas têm utilizado obras sem licença, e a falta de transparência sobre quais trabalhos foram usados para treinamento é preocupante. Ele ressalta a importância de que os criadores sejam respeitados e devidamente compensados.

Além disso, a plataforma “Have I Been Trained” tem permitido que artistas verifiquem se suas obras foram utilizadas em bases de dados de IA, revelando bilhões de imagens que foram extraídas sem permissão. Isabelle Doran, CEO da Association of Photographers, acrescenta que os serviços de IA estão competindo diretamente com o trabalho dos fotógrafos, com 58% dos profissionais afetados por essa tecnologia, segundo uma pesquisa.

Reivindicações e Ações Futuras

A coalizão de artistas, que inclui a Design and Artists Copyright Society e a Picture Industry Collecting Society for Effective Licensing (PICSEL), enfatiza que a situação atual pode levar o governo do Reino Unido a intervir. As organizações pedem que o público se mobilize e escreva para seus representantes, solicitando que não haja enfraquecimento das proteções de direitos autorais em benefício das empresas de IA.

Paul Seheult, CEO da PICSEL, destaca a necessidade de colaboração e diálogo entre as partes envolvidas. Ele observa que, até o momento, não houve progresso nas discussões sobre as questões e oportunidades que afetam todos os envolvidos. A falta de ação pode resultar em uma resposta governamental, reforçando a urgência do apelo por transparência e justiça no uso das obras artísticas.

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