- A Kering vendeu sua divisão de beleza para a L’Oréal por quatro bilhões de euros, incluindo a House of Creed, com royalties; a operação inclui um contrato de licenciamento de perfumes de cinquenta anos.
- A transação marca mudança de estratégia sob o novo diretor executivo Luca de Meo, que busca reduzir a dívida e reorganizar operações.
- A dívida líquida da Kering fechou o último exercício em dez bilhões e meio de euros, com aumento de vinte e quatro por cento; a empresa vem enfrentando queda na demanda na China e tarifas mais altas nos EUA.
- As ações da Kering subiram cinco inteiro e meio por cento após o anúncio, refletindo confiança dos investidores na Rede direção.
- A L’Oréal amplia atuação com as marcas da Kering via licenciamento de perfumes, já detendo a licença da Yves Saint Laurent; analistas veem a parceria como possibilidade de foco em áreas com margens mais altas.
A Kering, grupo de luxo conhecido por marcas como Gucci e Balenciaga, anunciou a venda de sua divisão de beleza para a L’Oréal em um negócio avaliado em 4 bilhões de euros. A transação representa uma mudança significativa na estratégia da empresa sob o comando do novo CEO, Luca de Meo, que busca reestruturar as operações e reduzir a dívida.
A venda inclui a House of Creed, uma aquisição recente da Kering, e estabelece uma parceria para o desenvolvimento e distribuição de fragrâncias para as marcas Gucci, Bottega Veneta e Balenciaga. A operação é vista como um movimento para reverter a estratégia anterior da Kering, que buscava expandir seu controle sobre o segmento de beleza e cosméticos.
Mudança de Estratégia
O acordo sinaliza uma nova fase para a Kering, que enfrenta desafios como a queda na demanda chinesa e o aumento das tarifas nos Estados Unidos. A dívida líquida do grupo aumentou 24%, atingindo 10,5 bilhões de euros no final do ano passado. De Meo, que assumiu o cargo em junho, já indicou que a redução da dívida é uma de suas prioridades.
As ações da Kering subiram 5,5% após o anúncio da venda, refletindo a confiança dos investidores na nova direção da empresa. A L’Oréal, por sua vez, já detinha a licença da marca Yves Saint Laurent e agora ampliará sua atuação com as marcas da Kering através de um contrato de 50 anos para licenciamento de perfumes.
O movimento tem sido bem recebido por analistas, que destacam que a parceria permitirá à Kering concentrar esforços em áreas menos intensivas em capital e com margens mais altas. A L’Oréal, como líder global em cosméticos, traz expertise que pode impulsionar o crescimento das fragrâncias licenciadas.
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