- Empresas e o governo brasileiro devem emitir pelo menos US$ 35 bilhões em títulos de dívida externa em 2025, alta de 36% frente a 2024, segundo o UBS BB, para evitar volatilidade associada às eleições de 2026.
- O Bank of America projeta que as emissões cheguem a até US$ 40 bilhões até o final deste ano.
- No cap de IPOs, algumas empresas avaliam abrir ofertas no primeiro trimestre de 2026; Anderson Brito, do UBS BB, aponta que cerca de 75% dos clientes institucionais acreditam na retomada das listagens domésticas após as eleições.
- O mercado de fusões e aquisições deve manter atividade robusta, com volume projetado de US$ 50 bilhões, acima da média dos últimos dez anos; Brito cita a atuação do UBS BB na compra de participação significativa na Neoenergia como exemplo.
- Desafios incluem queda de 10% no mercado de renda fixa local, chegando a R$ 550 bilhões em 2025; a receita de bancos de investimento no Brasil caiu 17% nos primeiros nove meses, para US$ 478 milhões, embora o UBS BB espere ampliar participação.
Empresas e o governo brasileiro devem emitir pelo menos US$ 35 bilhões em títulos de dívida externa em 2025, um aumento de 36% em relação ao ano anterior. A previsão é do UBS BB, que aponta que essa movimentação busca evitar a volatilidade das eleições presidenciais de 2026.
Anderson Brito, responsável pelo banco de investimento do UBS BB, destacou que os emissores estão se antecipando a um cenário de incertezas políticas. O Bank of America, por sua vez, tem uma expectativa ainda mais otimista, prevendo que as emissões possam alcançar até US$ 40 bilhões até o final deste ano.
Expectativas de IPOs
Além das emissões de dívida, algumas empresas estão considerando abrir ofertas iniciais de ações (IPOs) no primeiro trimestre de 2026. Segundo Brito, cerca de 75% dos clientes institucionais do UBS BB acreditam que listagens domésticas voltarão a ocorrer após a definição das eleições, quando a volatilidade tende a diminuir.
O mercado de fusões e aquisições também deve apresentar atividade robusta, com um volume projetado de US$ 50 bilhões, superando a média dos últimos dez anos. Brito mencionou a recente assessoria do UBS BB na compra de uma participação significativa na Neoenergia como um exemplo de movimentação no setor.
Desafios no Mercado
Apesar do otimismo, o mercado de renda fixa local, que inclui debêntures e securitizações, deve registrar uma queda de 10%, alcançando R$ 550 bilhões em 2025. A receita dos bancos de investimento no Brasil caiu 17% nos primeiros nove meses do ano, totalizando US$ 478 milhões. Mesmo assim, o UBS BB espera ampliar sua participação no mercado.
A expectativa é que, com a estabilização política após as eleições, o ambiente econômico se torne mais favorável para novas emissões e listagens, permitindo que empresas brasileiras acessem investidores internacionais de forma mais eficaz.
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