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Escrivá pede rever norma de OPAs após fracasso do BBVA

Escrivá diz que a OPA BBVA-Sabadell foi longa demais e que o marco regulatório europeu precisa ser repensado; BCE segura a inflação, mercado de capitais segmentado

El gobernador del Banco de España, José Luis Escrivá, y el director adjunto de EL PAÍS, Miguel Jiménez, este martes en Barcelona. Albert Garcia
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  • Escrivá, governador do Banco de Espanha, pediu repensar a regulamentação das ofertas públicas de aquisição (OPA) após o fracasso da OPA do BBVA sobre o Banco Sabadell, destacando que levou dezessete meses até o voto de rejeição e que o marco regulatório pode alongar períodos em que as instituições se dedicam a questões além de suas atividades principais.
  • O governador afirmou que o sistema bancário espanhol permanece sólido e rentável, mesmo com a pressão da mídia, e que os bancos espanhóis resistem bem a testes de estresse.
  • A entrevista, mediada por Miguel Jiménez, diretor adjunto de EL PAÍS, também tratou da relação entre economia e política, especialmente no contexto da guerra comercial promovida pelos Estados Unidos.
  • Sobre o Banco Central Europeu (BCE), Escrivá disse que a inflação está em torno de dois por cento, mas o mercado de capitais é fragmentado; a Europa possui fortalezas que, se bem aproveitadas, podem ser potentes a médio prazo, exigindo agilidade institucional.
  • A incerteza econômica, principalmente em políticas monetárias e inflacionárias, exige resposta rápida; a guerra tarifária pode gerar efeitos inflacionários e deflacionistas, porém o impacto tem sido limitado, e fortalecer a Europa passa por valorizar o capital humano e a robustez das instituições.

José Luis Escrivá, governador do Banco de Espanha, destacou a necessidade de repensar a regulamentação das ofertas públicas de aquisição (OPA), após o fracasso da OPA do BBVA sobre o Banco Sabadell. Durante o WIP Barcelona 2025, Escrivá afirmou que o processo foi “demasiado longo”, levando 17 meses até o voto de rejeição dos acionistas. Ele enfatizou que o atual marco regulatório pode resultar em períodos prolongados em que as instituições se concentram em questões que vão além de suas atividades principais.

O governador ressaltou que, apesar da pressão mediática, o sistema bancário espanhol permanece sólido e rentável. “Estamos tranquilos com o sistema bancário”, afirmou Escrivá, destacando que os bancos espanhóis resistem bem a testes de estresse. A conversa, mediada por Miguel Jiménez, diretor adjunto de EL PAÍS, também abordou a relação entre economia e política, especialmente no contexto da guerra comercial promovida pelos Estados Unidos.

Desafios e Oportunidades na Europa

Escrivá também comentou sobre o papel do Banco Central Europeu (BCE), que tem mantido a inflação em torno de 2%, mas opera em um mercado de capitais fragmentado. Ele indicou que Europa possui fortalezas que, se bem aproveitadas, podem ser potentes a médio prazo. No entanto, enfatizou a necessidade de agilidade nas instituições e marcos normativos.

A incerteza econômica, especialmente em relação às políticas monetárias e inflacionárias, exige uma resposta rápida e eficaz. O governador mencionou que a guerra tarifária pode criar efeitos tanto inflacionários quanto deflacionistas, mas, até o momento, o impacto tem sido limitado. Ele concluiu que, para fortalecer as capacidades da Europa, é essencial valorizar o capital humano e a robustez das instituições.

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