- A demanda global pelo ouro segue em alta, com ETFs registrando fluxo trimestral recorde de US$ 26 bilhões entre julho e setembro, elevando ativos sob gestão para US$ 472 bilhões, liderados por Estados Unidos, Europa e Ásia.
- Nesta terça-feira, 21 de outubro, a B3 lançou o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), para acompanhar o desempenho do contrato futuro de ouro na bolsa brasileira; o índice considera o primeiro vencimento do contrato identificado pelo ticker GLD e busca oferecer referência de mercado e ampliar opções de investimento; desde julho houve aumento significativo de liquidez.
- O preço do ouro recuou para US$ 4.100 onça-troy, após alcançar acima de US$ 4.300, com expectativa de acordo entre EUA e China influenciando a oscilação; Mauriciano Cavalcante, diretor de ouro da Ourominas, ressalta que a situação pode mudar rapidamente conforme políticas econômicas e comerciais.
- Desempenho global aponta as Américas como principais entradas, com US$ 16,1 bilhões, seguidas pela Europa com US$ 8,2 bilhões; na Ásia, China, Japão e Índia permanecem compradores; volume diário de negociação de ouro ficou em US$ 388 bilhões em setembro, alta de 34% frente ao mês anterior.
- Bancos centrais continuam aumentando reservas de ouro, com média de 64 toneladas adquiridas mensalmente; o Brasil soma 129 toneladas e ocupa a 23ª posição no ranking global de reservas.
A demanda global pelo ouro continua a crescer, impulsionada por incertezas econômicas e geopolíticas. Em um cenário marcado pela fraqueza do dólar, os ETFs de ouro registraram um fluxo trimestral recorde de US$ 26 bilhões entre julho e setembro, elevando os ativos sob gestão para US$ 472 bilhões. Este aumento é liderado pelos Estados Unidos, Europa e Ásia, refletindo o interesse crescente dos investidores em ativos considerados seguros.
Nesta terça-feira, 21 de outubro, a B3 lançou o Índice Futuro de Ouro B3 (IFGOLD B3), que visa acompanhar o desempenho do contrato futuro de ouro na bolsa brasileira. O índice, que considera o primeiro vencimento do contrato futuro identificado pelo ticker GLD, foi criado para oferecer uma referência precisa ao mercado e ampliar as opções de investimento no ouro. Desde o lançamento do contrato futuro em julho, a B3 tem observado um aumento significativo na liquidez, com recordes de negociação.
O preço do ouro também apresentou volatilidade, com a onça-troy recuando para US$ 4.100 após atingir níveis superiores a US$ 4.300. A expectativa de um acordo comercial entre os EUA e a China tem influenciado essa oscilação, levando investidores a buscarem alternativas de maior risco. O diretor de ouro da Ourominas, Mauriciano Cavalcante, observa que a situação pode mudar rapidamente, dependendo das políticas econômicas e comerciais dos EUA.
Desempenho Global
As Américas lideraram as novas alocações em ouro, com US$ 16,1 bilhões em entradas, seguidas pela Europa com US$ 8,2 bilhões. A demanda na Ásia também se manteve forte, especialmente na China, Japão e Índia, que buscam proteção em meio à volatilidade das moedas locais. O volume de negociação global de ouro atingiu uma média de US$ 388 bilhões por dia em setembro, um aumento de 34% em relação ao mês anterior.
Os dados do Conselho Mundial do Ouro indicam que os bancos centrais estão aumentando suas reservas de ouro, com uma média de 64 toneladas adquiridas mensalmente. Essa tendência é impulsionada pela busca por proteção contra a inflação e incertezas econômicas. O Brasil, com 129 toneladas de reservas, ocupa a 23ª posição no ranking global de reservas de ouro.
O cenário atual sugere que o interesse pelo ouro não é apenas uma moda passageira, mas uma resposta a fatores econômicos mais profundos, refletindo o comportamento tanto de investidores institucionais quanto de varejo.
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