- A Heineken prevê queda modesta nas vendas de cerveja para 2025, diante de desafios macroeconômicos e demanda fraca na América Latina e na Europa, com o presidente-executivo Dolf van den Brink destacando maior volatilidade no terceiro trimestre.
- No terceiro trimestre de 2025, houve queda de zero vírgula três por cento na receita líquida e recuo de quatro vírgula três por cento nos volumes; analistas esperavam queda de zero vírgula oito por cento na receita.
- Para o ano, a empresa projeta que o crescimento do lucro operacional orgânico fique na extremidade inferior da faixa de quatro por cento a oito por cento.
- No Brasil, as remessas caíram cerca de quinze por cento.
- A Heineken aponta ganhos de participação de mercado no Brasil e México e desempenho positivo no Vietnã, mantendo a expectativa de recuperação da demanda conforme as condições econômicas se normalizem.
A Heineken anunciou, nesta quarta-feira (22), uma previsão de queda modesta nas vendas de cerveja para 2025, refletindo desafios macroeconômicos e uma demanda fraca na América Latina e na Europa. O presidente-executivo Dolf van den Brink destacou que a volatilidade econômica se intensificou no terceiro trimestre, impactando os resultados financeiros.
No terceiro trimestre de 2025, a cervejaria registrou uma queda de 0,3% na receita líquida e uma redução de 4,3% nos volumes de vendas. As expectativas de analistas indicavam um recuo de 0,8% na receita. Para o ano, a Heineken espera que o crescimento do lucro operacional orgânico fique na extremidade inferior da faixa de 4% a 8%.
Desafios e Expectativas
O analista Laurence Whyatt, do Barclays, comentou que as dificuldades enfrentadas pela empresa eram esperadas e poderiam ter sido piores. A Heineken já havia alertado em julho sobre a estabilidade dos volumes anuais. A demanda foi afetada por tensões comerciais, especialmente no Brasil, onde as remessas caíram cerca de 15%.
Apesar dos desafios, a Heineken relatou ganhos de participação de mercado em locais como Brasil e México, além de um desempenho positivo em mercados como o Vietnã. A companhia acredita que a recuperação da demanda ocorrerá quando as condições econômicas se normalizarem, segundo o comunicado de van den Brink.
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