- A Didi Chuxing anunciou estratégia para tornar a 99 um superapp na América Latina, com foco no Brasil e lançamento da 99Food para concorrer com o iFood, com investimento inicial de R$ 2 bilhões.
- Simeng Wang, diretor-executivo da 99 no Brasil, afirmou que é necessário ser superapp no Brasil antes de expandir para a região; a 99Food é crucial para essa transformação.
- A empresa está discutindo parcerias e acordos de exclusividade com restaurantes; menos de 1% dos estabelecimentos optaram pela exclusividade.
- A 99 recebe críticas sobre a qualidade dos veículos, mas Wang disse que a experiência do usuário é prioridade e que a 99Food já apresenta resultados positivos em São Paulo e Goiânia.
- Desafios e oportunidades: a penetração nas classes A e B é um obstáculo; a fintech da 99 avança com cautela devido à regulação; a expansão no Brasil deve levar de um a dois anos, com foco em crescer, aumentar a eficiência e buscar rentabilidade.
A Didi Chuxing, controladora da 99, anunciou uma nova estratégia focada no Brasil, visando transformar a empresa em um superapp na América Latina. O movimento vem após uma reavaliação da expansão global, priorizando o mercado brasileiro, onde a 99Food foi lançada para competir diretamente com o iFood. O investimento inicial é de R$ 2 bilhões, reforçando a importância do Brasil na estratégia regional.
Simeng Wang, diretor-executivo da 99 no Brasil, destacou que a empresa precisa ser um superapp no Brasil antes de expandir para a América Latina. A 99Food, serviço de entrega de refeições, é considerado essencial para essa transformação. O mercado de delivery tem um potencial enorme, e a 99 busca replicar o sucesso que já obteve na mobilidade urbana, onde opera de forma rentável.
Foco em Parcerias e Exclusividades
Para fortalecer sua presença, a 99 está discutindo parcerias e acordos de exclusividade com restaurantes. Wang enfatizou que a empresa adota práticas de mercado, oferecendo opções de contratos que vão desde a não exclusividade até a exclusividade total. Menos de 1% dos restaurantes optaram por exclusividade, permitindo que a 99 amplie sua base de clientes.
A empresa também enfrenta críticas sobre a qualidade de seus serviços, com a percepção de que seus veículos são menos conservados. Wang afirmou que a experiência do usuário é fundamental e que a 99 tem trabalhado para melhorar a qualidade do serviço, especialmente com a 99Food, que já apresenta resultados positivos em cidades como São Paulo e Goiânia.
Desafios e Oportunidades no Mercado
Wang reconhece que a penetração nas classes A e B é um desafio, mas acredita que a experiência positiva no serviço de delivery pode atrair novos usuários para a mobilidade. O executivo também mencionou que a fintech da 99, que oferece serviços financeiros, está avançando, mas com cautela devido à alta regulação do setor.
O futuro da 99Food é visto como um trabalho de longo prazo, com a expectativa de que a expansão no Brasil leve de um a dois anos. A empresa está comprometida em se tornar um player relevante no mercado de delivery, mesmo sabendo que a margem de lucro é baixa. A meta é crescer e aumentar a eficiência, buscando, assim, a rentabilidade necessária para sustentar suas operações.
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