- O Grupo Pão de Açúcar anunciou nesta quarta-feira (22) a renúncia de Marcelo Pimentel aos cargos de CEO e membro do conselho, com Rafael Russowsky assumindo interinamente a presidência e mantendo as funções financeiras.
- Pimentel esteve à frente do GPA desde março de 2022, durante processo de reestruturação operacional e financeira; a saída ocorreu após mudanças no conselho, que contou com a participação da família Coelho Diniz, detentora de 24,6% das ações.
- O novo chairman é André Coelho Diniz, eleito na primeira reunião do conselho realizada há duas semanas; Pimentel expressou desconforto com a escolha de Edison Ticle como vice-presidente.
- A mudança ocorre em meio a desafios financeiros, com o CFO Rafael Russowskyprevista reduzir a dívida líquida até o fim de 2025 por meio de venda de ativos e melhoria da geração de caixa.
- No primeiro semestre de 2025, o GPA teve prejuízo líquido de R$ 216 milhões, frente a R$ 332 milhões no mesmo período de 2024; o EBITDA ajustado no segundo trimestre foi de R$ 420 milhões, alta de 6,1%, e as vendas iguais cresceram 5,1%, com a bandeira Pão de Açúcar avançando 6,5%.
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, nesta quarta-feira (22), a renúncia de Marcelo Pimentel aos cargos de CEO e membro do conselho de administração. Rafael Russowsky, que já ocupava a função de vice-presidente de Finanças, assume interinamente a presidência, acumulando suas funções financeiras.
Pimentel estava à frente do GPA desde março de 2022, período marcado por uma reestruturação operacional e financeira. Sua saída ocorre após recentes mudanças no conselho, que teve a participação da família Coelho Diniz, detentora de 24,6% das ações da companhia. O novo chairman, André Coelho Diniz, foi eleito na primeira reunião do conselho, realizada há duas semanas, onde Pimentel expressou desconforto com a escolha de Edison Ticle como vice-presidente.
Desafios Financeiros
A saída de Pimentel se dá em um contexto de desafios financeiros para o GPA, que luta contra a alavancagem. O CFO Russowsky havia projetado a redução da dívida líquida até o final de 2025, através da venda de ativos e melhora na geração de caixa. No primeiro semestre de 2025, o GPA registrou um prejuízo líquido de R$ 216 milhões, menor que os R$ 332 milhões do mesmo período do ano anterior.
O desempenho operacional também apresentou sinais de melhora, com um Ebitda ajustado de R$ 420 milhões no segundo trimestre, um aumento de 6,1% em relação ao ano anterior. As vendas em mesmas lojas cresceram 5,1%, com a bandeira Pão de Açúcar, que representa metade das vendas do grupo, apresentando um crescimento de 6,5%.
A saída de Pimentel e a nova liderança interina de Russowsky refletem a busca do GPA por estabilização em um ambiente de juros elevados e reestruturação necessária para a recuperação financeira.
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