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Executivos-chefe do setor financeiro de Nova York acumulam poder recorde desde 2008

Jane Fraser assume chair do Citigroup; pela primeira vez, seis maiores bancos dos EUA têm o mesmo CEO e chair, com recompras de ações em alta

CEOs de gigantes de Wall St acumulam maior poder em seus bancos desde a crise de 2008 | Da esquerda para a direita, Charlie Scharf, Brian Moynihan, Jamie Dimon e Jane Fraser: concentração de poder ocorre em um momento em que os lucros no setor sobem (Foto: Ting Shen/Bloomberg)
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  • Jane Fraser tornou-se chair do Citigroup, tornando-se a primeira vez na era moderna que os seis maiores bancos dos EUA possuem o mesmo CEO e chair ao mesmo tempo.
  • Além de Fraser, executivos como Charlie Scharf (Wells Fargo), Jamie Dimon (JPMorgan Chase), David Solomon (Goldman Sachs), Brian Moynihan (Bank of America) e Ted Pick (Morgan Stanley) ocupam simultaneamente CEO e chairman.
  • O setor registra crescimento de lucros, impulsionado por juros mais altos e fusões, com lucro agregado acima de vinte por cento e alta de cinquenta e três por cento nas ações do Citigroup.
  • Bônus de dezenas de milhões de dólares foram pagos a Fraser ao assumir a presidência do conselho, e a remuneração total dos seis executivos atingiu US$ 212,7 milhões no ano passado.
  • Recompor ações acelerou, com alta de setenta e cinco por cento no terceiro trimestre, totalizando mais de US$ 27 bilhões; planos de reestruturação visam reter talentos em um setor menos pulverizado, porém mais concentrado.

Os CEOs das seis maiores instituições financeiras dos Estados Unidos acumulam, pela primeira vez desde 2007, o cargo de presidente do conselho. Essa mudança ocorre após a nomeação de Jane Fraser como chair do Citigroup, marcando um momento histórico na era moderna do sistema financeiro americano. Com essa nova estrutura, todos os seis grandes bancos têm o mesmo executivo no comando de suas operações e conselhos, um cenário que remete à crise financeira de 2007-2008.

Além de Fraser, outros executivos como Charlie Scharf (Wells Fargo), Jamie Dimon (JPMorgan Chase), David Solomon (Goldman Sachs), Brian Moynihan (Bank of America) e Ted Pick (Morgan Stanley) também ocupam simultaneamente os cargos de CEO e chairman. Essa concentração de poder acontece em um contexto de crescimento dos lucros do setor, impulsionados por juros mais altos e um aumento nas fusões e aquisições.

Aumento de Poder e Bônus

Os lucros das instituições financeiras subiram mais de 20% no último ano, com o Citigroup registrando um aumento de 53% nas suas ações. Em resposta a esse desempenho, pacotes de remuneração generosos têm sido concedidos, como o bônus de dezenas de milhões de dólares que Fraser recebeu ao assumir a presidência do conselho. Essa prática gera preocupações sobre a governança, especialmente em um momento em que reguladores estão afrouxando padrões.

Analistas, como Mike Mayo do Wells Fargo, expressam críticas a esses bônus, considerando-os excessivos. A remuneração coletiva dos seis executivos atingiu US$ 212,7 milhões no ano passado, refletindo uma era de estabilidade e conforto no setor bancário. Contudo, essa situação pode levantar questões sobre a eficácia e a responsabilidade dos líderes financeiros, já que o histórico de concentração de poder não é bem visto por todos.

Desafios e Reestruturações

Embora o clima atual seja de prosperidade, os desafios permanecem. Executivos como Fraser e Scharf estão à frente de planos de reestruturação em suas instituições, e a pressão para reter talentos tem aumentado. As recompras de ações também cresceram, com um aumento de 75% no terceiro trimestre, totalizando mais de US$ 27 bilhões.

A estrutura do setor bancário mudou significativamente nas últimas duas décadas, com menos grandes bancos, mas cada um com mais poder. Essa nova dinâmica exige que os conselhos de administração se esforcem para manter líderes competentes, evitando que eles se juntem a firmas de private equity que oferecem salários mais altos.

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