- A Revo anunciou aumento de investimentos para expandir a frota de helicópteros, chegar a cinco aeronaves até 2026 e se preparar para a entrada de eVTOLs a partir de 2027, incluindo a ampliação da infraestrutura terrestre.
- O acordo com a Eve, empresa de mobilidade aérea da Embraer, prevê a aquisição de até cinquenta eVTOLs, com investimento estimado em US$ 250 milhões, além de treinamento de equipe para operação da nova tecnologia.
- A companhia já firmou parceria com o Bradesco, que adquiriu assentos para clientes com cartões premium, evidenciando integração entre aviação de negócios e serviços financeiros.
- A rota entre Faria Lima e o Aeroporto Internacional de Guarulhos teve tarifa reajustada de R$ 2.500 para R$ 2.750, refletindo maior demanda; o trajeto dura cerca de dez minutos de helicóptero.
- Atualmente operando com três helicópteros bimotores (H135/H155), a Revo planeja abrir operações na Avenida Paulista ainda neste ano e ampliar rotas para áreas nobres de São Paulo.
A Revo, operadora de voos de helicóptero com modelo de reserva de assentos, anunciou um aumento significativo em seus investimentos para atender à crescente demanda por mobilidade aérea em São Paulo. A empresa, que já possui três helicópteros bimotores, planeja expandir sua frota para cinco aeronaves até 2026 e se prepara para a introdução de eVTOLs, com entregas previstas a partir de 2027.
O CEO da Revo, João Welsh, destacou que a decisão de ampliar a frota e investir em infraestrutura terrestre é uma resposta à demanda crescente por serviços de transporte rápido na capital paulista. A tarifa na rota mais movimentada, que conecta a Faria Lima ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, subiu de R$ 2.500 para R$ 2.750, refletindo um aumento de 10% na demanda neste ano. O trajeto, que leva apenas 10 minutos de helicóptero, contrasta com o tempo de carro, que pode ultrapassar uma hora devido ao trânsito.
Investimentos e Parcerias
A Revo firmou um contrato com a Eve, da Embraer, para a aquisição de até 50 eVTOLs, com um investimento estimado em US$ 250 milhões. Welsh enfatizou que a empresa está investindo não apenas em aeronaves, mas também na formação de uma equipe qualificada para operar a nova tecnologia. “Estamos preparados para resolver um problema de mobilidade e agregar valor em um mercado saturado”, afirmou.
Além disso, a operadora já conta com parcerias estratégicas, como um acordo recente com o Bradesco, que adquiriu assentos para oferecer aos portadores de cartões premium. Isso demonstra a crescente integração da aviação de negócios com serviços financeiros, ampliando as opções de mobilidade para clientes de alta renda.
Rotas e Expansão
A Revo opera atualmente em diversas rotas, incluindo trajetos para o interior de São Paulo e áreas nobres da capital. O heliponto do International Plaza II, na Faria Lima, é um dos mais movimentados. A empresa também está avaliando a possibilidade de abrir operações na Avenida Paulista ainda este ano.
Welsh acredita que a complexidade do projeto e as barreiras de entrada de capital dificultam a concorrência direta. “Não vemos ninguém fazendo o mesmo que nós”, concluiu. Com a previsão de crescimento contínuo, a Revo se posiciona como uma das principais players na aviação urbana no Brasil.
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