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Bancos cancelam contas laranjas e apostas ilegais após ação contra PCC

Bancos vão cancelar contas laranjas e bets irregulares; passam a reportar suspeitas ao Banco Central, marco para endurecer o combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro

Contas bancárias de bets irregulares serão canceladas
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  • Após a operação Carbono Oculto contra o PCC, bancos vão cancelar contas de bets irregulares e contas laranja, devendo informar o Banco Central sobre as suspeitas para compartilhamento entre as instituições.
  • A Febraban diz que a medida fortalece o combate ao crime organizado e impede o uso de contas para atividades ilícitas.
  • Entre as medidas obrigatórias estão políticas de verificação de contas fraudadas, reporte de fraude ao Banco Central, supervisão da Febraban, recusa de transações suspeitas, encerramento de contas ilícitas e comunicação ao titular.
  • O descumprimento pode resultar em advertência ou até exclusão do sistema de autorregulação, com normas de conduta para as instituições associadas.
  • A operação envolve mais de trezentas cinquenta pessoas e empresas, com quinze alvos de buscas e prisões; a Febraban também aponta ataques hackers recentes, como o desvio de R$ 800 milhões pela C&M Software em julho.

A Febraban informou que, após a operação Carbono Oculto, os bancos brasileiros vão adotar regras para cancelar bets sem autorização do Ministério da Fazenda e contas de laranjas usadas para ocultar a origem de recursos. A medida busca reduzir fraudes, lavagem de dinheiro e golpes.

Os bancos deverão comunicar ao Banco Central a suspeita de contas fraudulentas, permitindo o compartilhamento de informações entre instituições. A ideia é fortalecer o combate ao crime organizado e impedir o uso de contas em atividades ilícitas.

A iniciativa é apresentada pela Febraban como marco para corrigir relações tóxicas entre bancos e clientes, que facilitam golpes, fraudes, ataques cibernéticos e lavagem de dinheiro. Isaac Sidney, presidente da entidade, reforça o objetivo de coibir esse tipo de crime.

O que muda na prática

1. Políticas de verificação de contas usadas para bets irregulares e fraudulentas.

2. Relatórios de fraude ao BC com compartilhamento entre bancos.

3. Supervisão da Febraban, com pedido de evidências sobre encerramento de contas.

4. Recusa de transações suspeitas e fechamento de contas ilícitas, com comunicação ao titular.

5. Envolvimento de áreas de prevenção a fraude, lavagem de dinheiro, jurídica e ouvidoria.

6. Declaração de conformidade à Febraban, assinada por auditoria interna, compliance ou controle interno.

Se descumprirem, as instituições podem receber advertência ou ser excluídas do sistema de autorregulação. As normas compõem condutas adotadas pelos associados à Febraban, visando disciplina do setor.

Contexto e desdobramentos

A ação está ligada à operação Carbono Oculto, feita pela Polícia Federal contra o PCC, que investiga lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustível e fintechs. Mais de 350 pessoas e empresas foram alvo, com 15 mandados de busca e prisões.

A Febraban também acompanha ataques cibernéticos recentes ao sistema financeiro. Em julho, houve intrusion que afetou a empresa C&M Software, levando a prejuízos reportados de alto valor e discussão sobre resiliência de bancos.

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