- A dívida pública brasileira deve crescer de 74% do PIB em 2022 para 84% em 2025, conforme projeções recentes.
- Solange Srour, diretora de Macroeconomia do UBS Global Wealth Management, destacou a urgência de um ajuste fiscal estrutural durante o Bloomberg Línea Summit Brasil 2025.
- Ela afirmou que a falta de ações efetivas pode levar a inflação crescente e juros altos, com a inflação prevista para 2025 em 4,5% e o dólar recuando de R$ 6,30 para R$ 5,40.
- Srour explicou que o ajuste deve ficar entre 3,5% e 4% do PIB para estabilizar a dívida, alertando que juros reais devem permanecer entre 7,5% e 8% se o desequilíbrio fiscal persistir, e que cortes pontuais em subsídios não serão suficientes.
- Ressaltou que não haverá espaço para soluções graduais e que reformas fiscais são urgentes para evitar uma crise fiscal mais profunda.
A dívida pública brasileira deve crescer de 74% do PIB em 2022 para 84% em 2025, conforme projeções recentes. A diretora de Macroeconomia do UBS Global Wealth Management, Solange Srour, destacou a urgência de um ajuste fiscal estrutural durante o Bloomberg Línea Summit Brasil 2025. A economista enfatizou que a falta de ações efetivas pode levar o país a enfrentar uma crise econômica, com inflação crescente e juros altos.
Srour argumentou que o ajuste deve ser entre 3,5% e 4% do PIB para estabilizar a dívida. Ela alertou sobre a insustentabilidade da situação fiscal atual, que, apesar de um crescimento acima de 3% e desemprego em mínimos históricos, apresenta riscos a longo prazo. A inflação prevista para 2025 é de 4,5%, e o dólar tem apresentado queda, recuando de R$ 6,30 para R$ 5,40.
Cenário Econômico
Apesar do crescimento econômico, a economista ressaltou que os juros reais devem permanecer elevados, entre 7,5% e 8%, se o desequilíbrio fiscal persistir. Srour criticou a implementação de novos programas sociais sem um financiamento sustentável, alertando que essas iniciativas podem agravar a situação fiscal no futuro. Ela afirmou que cortes pontuais em subsídios não serão suficientes para atender às expectativas do mercado.
A economista também mencionou que, embora o cenário internacional esteja favorável, com um dólar fraco, o Brasil não pode se dar ao luxo de adiar reformas fiscais. “Não haverá espaço para soluções graduais,” disse Srour, enfatizando que a urgência das medidas é crucial para evitar uma crise fiscal mais profunda.
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