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Haddad diz que trecho do PL não dá para conversar, outro apoia medidas fiscais

Haddad afirma que parte do PL não conversa sobre ajuste fiscal; propõe elevar bets de 12% para 18% e reapresentar IOF

(Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda)
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  • Haddad disse que parte da bancada do PL não quer dialogar sobre ajuste fiscal, mas outra parte demonstra disposição para apoiar algumas propostas, em meio a tentativas do governo de reverter a derrubada da MP da Taxação pela Câmara, que visava arrecadar entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões para 2026.
  • A “parte boa do PL” tem negociado correções tributárias; entre as propostas está o aumento da tributação sobre apostas online de 12% para 18%, resistência das plataformas e intenção de reapresentar a medida, que na tramitação anterior gerou perda de R$ 3 bilhões.
  • Além disso, Haddad citou a ideia de reapresentar aumento no IOF sobre bens de pessoas físicas, incluído em um novo pacote de cortes de gastos.
  • As medidas seriam apresentadas em dois projetos de lei distintos: um voltado à arrecadação e outro aos cortes de gastos, incluindo ajustes nas regras de concessão de benefícios.
  • O governo busca reverter a situação fiscal mesmo com divisões internas no PL, destacando que não se pode generalizar o apoio ao governo anterior; parte do PL foi contra a isenção concedida às plataformas de apostas durante a gestão de Jair Bolsonaro.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta terça-feira (28) que parte da bancada do PL não está disposta a dialogar sobre medidas de ajuste fiscal. No entanto, outra parte do partido demonstra disposição para apoiar algumas propostas. A declaração ocorre em meio a tentativas do governo de reverter a derrubada da MP da Taxação pela Câmara dos Deputados, que visava arrecadar entre R$ 17 bilhões e R$ 20 bilhões para o Orçamento de 2026.

Haddad destacou que, embora exista resistência, a “parte boa do PL” tem negociado correções tributárias. Entre as propostas está o aumento da tributação sobre apostas online, passando de 12% para 18%, que enfrenta resistência das plataformas de apostas. O governo planeja reapresentar essa medida, que foi enfraquecida durante a tramitação anterior, resultando em uma perda de R$ 3 bilhões.

Novas Propostas de Arrecadação

Além da taxação das bets, Haddad mencionou a intenção de reapresentar um aumento no IOF sobre bens de pessoas físicas, que será incluído em um novo pacote de cortes de gastos. O ministro adiantou que as medidas serão apresentadas em dois projetos de lei distintos: um focado em arrecadação e outro em cortes de gastos, incluindo ajustes nas regras de concessão de benefícios.

O governo busca reverter a situação fiscal e garantir que as medidas necessárias sejam aprovadas, apesar das divisões internas no PL. Haddad enfatizou que não se pode generalizar o apoio do partido ao governo anterior, mencionando que uma parte significativa do PL se opôs à isenção concedida às plataformas de apostas durante a gestão de Jair Bolsonaro.

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