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Jovens ficam para trás na carreira, aponta chefe executivo do JPMorgan

Jamie Dimon diz estar convencendo funcionários a irem ao escritório, pois aprendem menos em casa; JPMorgan impõe retorno de cinco dias por semana após inauguração da nova sede em Manhattan

Adeus, home office: jovens estão ficando para trás na carreira, diz CEO do JPMorgan | O executivo disse ainda que até mesmo os gerentes de alto escalão têm dificuldade para manter conversas honestas quando se reúnem remotamente (Foto: Gabby Jones/Bloomberg)
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  • Jamie Dimon, durante a Future Investment Initiative, em Riad, afirmou que está convencendo funcionários a irem ao escritório, dizendo que aprendem menos em casa, mesmo com gestores presentes.
  • Dimon disse que, no ambiente físico, os jovens têm acesso a orientações práticas e feedback imediato, algo que não ocorre em reuniões virtuais.
  • O JPMorgan inaugurou a nova sede em Manhattan, prédio de sessenta andares que deve abrigar cerca de 10.000 funcionários, parte de um campus maior.
  • Com a inauguração, a instituição implementou a política de retorno total ao escritório, encerrando a opção de trabalho híbrido.
  • Líderes de outros bancos, como David Solomon, da Goldman Sachs, e Larry Fink, da BlackRock, concordam que a interação presencial facilita a troca de experiências e a construção de relacionamentos profissionais.

O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, reforçou a importância do trabalho presencial ao afirmar que os funcionários estão aprendendo menos em casa. Durante a Future Investment Initiative, em Riad, ele destacou que os banqueiros juniores estão em desvantagem no desenvolvimento profissional. Dimon argumentou que, mesmo com a presença de gestores, as interações remotas não são tão eficazes.

O executivo comparou a experiência de aprendizado no escritório com o trabalho remoto, afirmando que, em um ambiente físico, os jovens têm acesso a orientações práticas e feedback imediato. “Vocês estavam com outras pessoas que os acompanhavam em uma visita de vendas ou lhes diziam como lidar com um erro”, comentou Dimon, enfatizando que isso não ocorre em reuniões virtuais.

Recentemente, o JPMorgan inaugurou sua nova sede em Manhattan, um projeto que levou quase oito anos para ser concluído. O edifício de 60 andares, que abrigará cerca de 10.000 funcionários, é parte de um campus maior que a instituição está desenvolvendo. Com a nova sede, Dimon implementou uma política que exige o retorno total ao escritório, encerrando a opção de trabalho híbrido.

Retorno ao Escritório

Este retorno ao modelo anterior à pandemia foi decidido após a percepção de que a interação face a face é crucial para o aprendizado e a cultura organizacional. Dimon e outros líderes de grandes bancos, como David Solomon, do Goldman Sachs, e Larry Fink, da BlackRock, concordam que a dinâmica de trabalho remoto limita a troca de experiências e a construção de relacionamentos profissionais.

A decisão do JPMorgan reflete uma tendência crescente entre instituições financeiras que buscam restaurar a colaboração e a inovação que, segundo eles, são mais facilmente alcançadas em um ambiente de escritório.

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