- Tom Hayes, ex-operador do UBS, abriu ação em Connecticut contra o banco, buscando pelo menos US$ 400 milhões por “processo malicioso” após a anulação de sua condenação em 2024 pela manipulação da Libor.
- Os advogados afirmam que Hayes foi usado como bode expiatório pelo UBS para proteger a instituição e sua alta cúpula; dizem que era comum entre operadores do banco tentar influenciar a Libor para gerar lucros, prática que, segundo eles, não era crime na época.
- Hayes trabalhou no UBS entre 2006 e 2009; foi condenado a 11 anos de prisão em 2015, mas a pena foi anulada pela Suprema Corte britânica em julho de 2024.
- Depois da condenação, o UBS pagou cerca de US$ 1,5 bilhão em multas relacionadas à manipulação da Libor em várias jurisdições.
- Na ação, Hayes busca compensação por perdas financeiras e danos emocionais, alegando que a vida dele foi arruinada pela conduta do UBS; a defesa alega que o banco buscou proteger a alta administração ao torná-lo alvo. O UBS não comentou sobre o processo.
Tom Hayes, ex-operador do UBS, processou seu antigo empregador em Connecticut, buscando pelo menos US$ 400 milhões por “processo malicioso”. A ação foi apresentada após a anulação de sua condenação em 2024 por manipulação da taxa Libor, que havia sido imposta em 2015.
Os advogados de Hayes argumentam que ele foi usado como bode expiatório pelo UBS para proteger a instituição e sua alta cúpula. Segundo eles, era comum entre os operadores do banco tentar influenciar a Libor para gerar lucros. A prática, afirmam, não era considerada criminosa na época.
Hayes, que trabalhou no UBS entre 2006 e 2009, foi condenado a 11 anos de prisão em 2015, mas sua sentença foi anulada pela Suprema Corte britânica em julho de 2024. Após a condenação, o UBS pagou US$ 1,5 bilhão em multas relacionadas à manipulação da Libor em diversas jurisdições.
Ação Judicial
Na ação, Hayes busca compensação por perdas financeiras e danos emocionais, alegando que sua vida foi arruinada pela conduta do UBS. Seus advogados ressaltam que, ao oferecer Hayes como alvo, o banco buscou evitar maiores responsabilidades de sua alta administração.
O UBS, que firmou acordos de não persecução penal e foi multado por manipulação de taxas, não comentou sobre o processo. Hayes, que gerou cerca de US$ 300 milhões em lucros para o UBS, afirma que a alta gestão estava ciente de suas ações e até reconheceu seu valor, oferecendo um aumento salarial.
Desde sua libertação em 2021, Hayes se dedica a provar que suas ações não eram criminosas. Ele enfatiza que sua luta não é apenas por dinheiro, mas para evitar que outros passem pela mesma situação que ele enfrentou.
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