- As montadoras enfrentam nova crise de semicondutores agravada pela empresa holandesa Nexperia, após a China impor restrições de exportação, aumentando a incerteza na produção de automóveis.
- Nissan, Mercedes-Benz e Honda já buscam alternativas para contornar a escassez: a Nissan diz ter chips suficientes até a primeira semana de novembro, a Honda suspendeu uma fábrica no México e a Mercedes-Benz procura novos fornecedores.
- Guillaume Cartier, diretor de Desempenho da Nissan, afirmou que o fornecimento está “bem servido até a primeira semana de novembro” mas pode mudar rapidamente.
- No Brasil, há risco de paralisações em fábricas locais em duas a três semanas; o governo monitora o impacto, enquanto a Mercedes-Benz atua buscando soluções com base em fatores políticos, segundo o presidente-executivo Ola Källenius.
- Especialistas apontam que as montadoras podem considerar paralisar a produção ou usar peças alternativas; a cadeia global é vulnerável a tensões comerciais e há pressão por soluções políticas rápidas.
As montadoras globais enfrentam uma nova crise no fornecimento de semicondutores, agravada pela empresa holandesa Nexperia. A situação se intensificou após a proibição de Pequim às exportações da Nexperia, gerando incertezas na produção automotiva. Essa crise já impacta diretamente a produção da Nissan, Mercedes-Benz e Honda, que buscam alternativas para contornar a escassez.
A Nissan informou que possui chips suficientes até a primeira semana de novembro, enquanto a Honda suspendeu a produção em uma de suas fábricas no México. A Mercedes-Benz, por sua vez, está em busca de novos fornecedores e se mostra preocupada com a situação. Guillaume Cartier, diretor de Desempenho da Nissan, destacou que a montadora está “bem servida até a primeira semana de novembro” em termos de fornecimento, mas a situação pode mudar rapidamente.
Impactos no Brasil
No Brasil, a crise também pode causar paralisações em fábricas locais dentro de duas a três semanas, conforme alerta um funcionário do governo. A escassez de chips é um desafio adicional para um setor já afetado por tarifas e restrições comerciais. O presidente-executivo da Mercedes, Ola Källenius, afirmou que a montadora está “vasculhando o mundo em busca de alternativas” e que a solução para a crise tem raízes políticas.
Klaus Schmitz, consultor da Arthur D. Little, ressaltou que as montadoras estão considerando a paralisação da produção ou o uso de peças alternativas. A complexidade das cadeias de suprimentos globais torna os fabricantes vulneráveis a tensões comerciais. A busca por soluções políticas para o problema se torna cada vez mais urgente, à medida que as montadoras tentam se adaptar a um cenário incerto e crítico.
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