- Santander Brasil reports lucro de R$ 4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, acima da previsão de R$ 3,7 bilhões, com PMEs puxando o desempenho e carteira de PMEs crescendo 13%, enquanto a de pessoa física recuou 0,7%.
- Desempenho por segmento: PMEs impulsionaram a carteira de crédito; carteira de pessoa física apresentou queda de 0,7%.
- Estratégia desde 2021: ajuste na carteira, redução da exposição a baixa renda e foco em segmentos mais rentáveis, com crescimento seletivo.
- Cenário de crédito: CEO Mario Leão rejeita a ideia de crise generalizada; expectativa de melhoria gradual do cenário macro com Selic em queda a partir de 2026.
- Indicadores e reação de mercado: ROEA ficou em 17,5% no trimestre, meta é chegar a 20%; ações subiram 1,60% após o anúncio.
O Santander Brasil anunciou um lucro de R$ 4 bilhões no terceiro trimestre de 2025, superando a expectativa de R$ 3,7 bilhões do mercado. O resultado foi impulsionado principalmente pelo segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), que viu um crescimento de 13% na carteira de crédito. Em contraste, a carteira de pessoa física apresentou uma queda de 0,7%.
Desde 2021, o banco tem ajustado sua estratégia, reduzindo a exposição a clientes de baixa renda e focando em segmentos mais rentáveis. O CEO Mario Leão afirmou que a instituição está em um processo de crescimento seletivo, priorizando a alta renda e as PMEs, enquanto diminui sua presença no varejo voltado para a população mais vulnerável.
Ajustes na Carteira
Leão destacou que a mudança na composição da carteira não representa uma retração, mas sim uma realocação de capital para áreas mais eficientes. Aproximadamente 47% da carteira de crédito do Santander ainda é destinada à pessoa física, mas o banco não divulga a proporção específica de baixa renda. O CEO enfatizou que a estratégia visa manter apenas os segmentos que se alinham ao modelo de negócios do banco.
Cenário de Crédito
Apesar das preocupações com a alavancagem de algumas empresas, Leão refutou a ideia de uma crise generalizada no mercado de crédito. Ele mencionou uma deterioração em casos específicos, mas ressaltou que o cenário não justifica um alarme geral. A expectativa do Santander é que o ambiente macroeconômico melhore gradualmente, com a Selic em trajetória de queda a partir de 2026.
O retorno sobre o patrimônio médio (ROEA) do Santander ficou em 17,5% neste trimestre, com a meta de alcançar 20% em um futuro próximo. As ações do banco reagiram positivamente, com um avanço de 1,60% após a divulgação dos resultados.
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