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Regulação e tributos elevam obstáculos à competitividade do Brasil, diz presidente da JBS

Gilberto Tomazoni, CEO da JBS, aponta gargalos regulatórios e fiscais como entrave à competitividade do Brasil e defende simplificação tributária

Complexidade regulatória e fiscal limita competitividade do Brasil, diz CEO da JBS | Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS, no painel "Uma Agenda de Desenvolvimento do Brasil", no Bloomberg Línea Summit 2025, em São Paulo, em 27 de outubro (Foto: Bloomberg Línea)
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  • Durante o Bloomberg Línea Summit 2025, Gilberto Tomazoni afirmou que gargalos regulatórios e fiscais limitam a competitividade do Brasil; a JBS atua em dezesseis países e gera cinquenta e três por cento do faturamento nos Estados Unidos, enfrentando desafios no Brasil pela complexidade tributária.
  • Ele destacou que a equipe fiscal no Brasil é maior do que a dos Estados Unidos, citando: “a equipe de advogados nos Estados Unidos é muito menor do que nós temos aqui no Brasil”; também mencionou alta quantidade de profissionais na inspeção sanitária, sem garantia de melhor qualidade.
  • Entre desafios e oportunidades, Tomazoni elogiou ações do Ministério da Agricultura para promover autogestão no setor e defendeu simplificação tributária para atrair investimentos de longo prazo.
  • O executivo disse que o Brasil tem número desproporcional de advogados em relação a engenheiros; a JBS investe em parcerias com universidades e governo para qualificar trabalhadores, com o Instituto JBS atendendo 1.100 crianças em período integral, unindo educação básica e formação técnica.
  • Em comparações internacionais, o pecuário brasileiro teve aumento de produção de cento e vinte por cento nos últimos trinta anos, ainda assim utiliza vinte por cento menos área; os Estados Unidos, com rebanho menor, produzem mais carne, o que mostra a necessidade de foco em produtividade e sustentabilidade; o Brasil ocupa a posição cinquenta e oitenta e oitava no ranking global de competitividade segundo o IMD e a Fundação Dom Cabral.

O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, destacou durante o Bloomberg Línea Summit 2025 que gargalos regulatórios e fiscais são fatores limitantes para a competitividade do Brasil em comparação a outros países onde a empresa atua. Com unidades produtivas em 16 países, a JBS gera 53% de seu faturamento nos Estados Unidos, mas enfrenta desafios significativos no Brasil devido à complexidade tributária.

Tomazoni enfatizou que a necessidade de uma equipe fiscal robusta no Brasil é muito maior do que em mercados como o americano. Ele afirmou que “a equipe que nós temos de advogados nos Estados Unidos é muito menor do que nós temos aqui no Brasil”, refletindo a complexidade do sistema tributário nacional. Além disso, mencionou que o Brasil possui um número elevado de profissionais envolvidos na inspeção sanitária, embora isso não garanta melhor qualidade dos produtos.

Desafios e Oportunidades

O executivo também elogiou os esforços do Ministério da Agricultura em promover a autogestão como forma de aumentar a eficiência no setor. Ele defendeu a simplificação tributária como uma medida essencial para atrair investimentos de longo prazo e melhorar a competitividade do país. Tomazoni observou que o Brasil apresenta um número desproporcional de advogados em relação a engenheiros, o que considera inadequado para um país que busca aumentar sua competitividade.

A JBS, que opera em municípios menores, enfrenta dificuldades na qualificação da mão de obra. Para contornar essa questão, a empresa investe em parcerias com universidades e o governo, visando capacitar trabalhadores. O Instituto JBS, por exemplo, atende 1.100 crianças em período integral, combinando educação básica com formação técnica.

Comparações Internacionais

Tomazoni comparou a produtividade da pecuária brasileira com a dos Estados Unidos, ressaltando que, apesar do Brasil ter aumentado sua produção em 120% nos últimos 30 anos, utiliza 20% menos área. Ele apontou que os EUA, com um rebanho menor, conseguem produzir mais carne, o que evidencia a necessidade de estratégias que priorizem produtividade e sustentabilidade. O Brasil ocupa atualmente a 58ª posição em um ranking global de competitividade, segundo o IMD e a Fundação Dom Cabral, com espaço para melhorias significativas.

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