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Argentinos vivem sob a austeridade de Milei, entre pobreza e riqueza

No midterm, La Libertad Avanza vence; inflação cai a 32% ao ano, mas salários e renda real seguem baixos, pobreza em 31,6% e formalidade em queda

Javier Milei’s austerity plan has involved cutting federal spending, freezing wages and pensions, halting public works and slashing subsidies. Photograph: Cristina Sille/Reuters
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  • Francisco Jiménez, entregador de Buenos Aires, enfrenta dificuldades financeiras mesmo trabalhando até oito horas diárias; com três filhos, precisará se mudar para a casa da sogra por causa do aluguel; votou no partido La Libertad Avanza (LLA) nas eleições legislativas.
  • Milei assumiu em dezembro de 2023 com medidas de austeridade: cortes de gastos públicos e congelamento de salários.
  • A inflação chegou a 211 por cento em 2023 e caiu para 32 por cento até setembro de 2025; a renda real continua baixa e a pobreza passou de mais de 50 por cento para 31,6 por cento.
  • As medidas elevam o desemprego formal e aumentam a informalidade, que já representa 43,2 por cento da força de trabalho; demissões e fechamento de empresas aparecem no cenário.
  • O setor têxtil perdeu cerca de 300 empresas e 12 mil empregos desde a posse de Milei; a combinação de moeda mais estável e menor poder de compra prejudica a indústria; o presidente não tem maioria para reformas e busca alianças para avançar em trabalho, impostos e aposentadorias.

Francisco Jiménez, um entregador de Buenos Aires, enfrenta dificuldades financeiras, mesmo trabalhando até oito horas diárias. Com três filhos, ele precisará se mudar para a casa da sogra devido ao aumento do aluguel. Apesar das dificuldades, votou no partido do presidente Javier Milei, La Libertad Avanza (LLA), nas recentes eleições legislativas.

Milei, que assumiu em dezembro de 2023, implementou um severo plano de austeridade, cortando gastos públicos e congelando salários. A inflação, que chegou a 211% em 2023, caiu para 32% até setembro de 2025. Contudo, a renda real continua baixa e a pobreza, que superou 50%, agora está em 31,6%.

Impactos da Austeridade

As medidas de Milei resultaram em um aumento do desemprego formal e um crescimento da informalidade no trabalho. Profissionais informais agora representam 43,2% da força de trabalho, com muitos sem condições de sustentar suas famílias. A economia argentina enfrenta um cenário complicado, com demissões em massa e fechamento de empresas.

O setor têxtil, por exemplo, perdeu cerca de 300 empresas e 12 mil empregos desde a posse de Milei. A combinação de uma moeda forte e a queda do poder aquisitivo tem prejudicado a indústria local, levando muitos a buscar alternativas para sobreviver.

Futuro Incerto

Apesar da vitória nas eleições, o partido de Milei não possui a maioria necessária para implementar reformas fundamentais. O presidente já planeja mudanças nas áreas de trabalho, impostos e aposentadorias, mas precisará de alianças para avançar. A situação econômica continua desafiadora, e muitos argentinos, como Jiménez, esperam que o presidente encontre soluções eficazes a longo prazo.

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