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Governo chinês aprova pedidos de importação de chips para montadoras nacionais

China pode conceder licença especial de exportação de chips a montadoras brasileiras, avaliada caso a caso, anunciada por Zhu Qingqiao à Anfavea

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que elogiou o gesto chinês. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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  • Fabricantes brasileiros podem obter autorizações especiais para importar chips, conforme anúncio do embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, à Anfavea; cada pedido será avaliado individualmente pela Embaixada da China ou pelo Ministério do Comércio chinês.
  • A medida visa mitigar a crise de abastecimento que afeta a indústria automotiva nacional, que hoje depende quase totalmente de importações de semicondutores.
  • A crise global envolve escassez de chips e já foi impactada por intervenções internacionais, como a holandesa sobre a Nexperia, com risco de paralisar linhas de produção em semanas sem reposição.
  • O vice-presidente Geraldo Alckmin disse que o movimento é positivo, desde que haja implementação prática; montadoras com forte integração com a China, como BYD e GWM, podem sentir menos impactos, enquanto aquelas com fornecedores europeus ou norte-americanos permanecem mais vulneráveis.

Fabricantes brasileiros de automóveis podem ter acesso a autorizações especiais para importar chips, conforme anunciou o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao. A medida visa mitigar a crise de abastecimento que afeta a indústria automotiva nacional, dependente quase totalmente de importações de semicondutores.

As montadoras que enfrentam dificuldades poderão solicitar exceções ao embargo diretamente à Embaixada da China ou ao Ministério do Comércio chinês. Cada pedido será avaliado individualmente, oferecendo uma alternativa diante da escassez global de chips, agravada por intervenções de países como os Países Baixos na Nexperia, uma das principais fabricantes de semicondutores.

Contexto da Crise

O Brasil importa praticamente todos os chips utilizados na produção de veículos. De acordo com a Anfavea, cada carro moderno pode conter entre mil e três mil semicondutores, essenciais para sistemas como injeção eletrônica e controle de segurança. A falta desses componentes pode paralisar as linhas de produção em poucas semanas.

A Anfavea estima que, sem a reposição de chips, as montadoras teriam que suspender a produção em até três semanas. Com cerca de 1,3 milhão de empregos diretos, o setor automotivo é vital para a economia brasileira, movimentando cadeias produtivas que incluem siderurgia e eletrônicos.

Reação do Governo

O vice-presidente Geraldo Alckmin considerou o gesto do governo chinês como “um passo positivo”, embora ressalte a necessidade de monitorar a implementação prática dessa autorização. Montadoras com maior integração com a China, como BYD e GWM, podem enfrentar menos dificuldades, enquanto aquelas que dependem de fornecedores europeus ou norte-americanos permanecem vulneráveis.

A abertura de diálogo com a China é vista como uma estratégia crucial para garantir o fornecimento de chips e evitar impactos negativos na economia e no emprego, refletindo a preocupação contínua da indústria automotiva brasileira diante da crise global de semicondutores.

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