- A venda histórica de uma bolsa Birkin original ocorreu em leilão da Sotheby’s em Paris, em julho, por 8,6 milhões de euros (aproximadamente R$ 55 milhões).
- O mercado de luxo global movimentou 1,48 trilhão de euros em 2024, com queda de 3% em relação ao ano anterior; itens como bolsas, joias e relógios tiveram valorização, ainda que abaixo da inflação de 5,8%.
- As bolsas Hermès registraram alta de 2,8% no último ano, acumulando ganho de mais de 85% na última década.
- Investir em luxo é mais sobre narrativas e pertencimento do que rentabilidade rápida; há dificuldade de precificação e liquidez limitada, segundo especialistas. A popularização do mercado de second-hand tem ampliado oportunidades de liquidez.
- A interação entre colecionadores tem se acentuado, com bancos e family offices atuando como facilitadores; relógios de marcas renomadas mostraram valorização, e a pauta de consumo sustentável influencia a relação entre consumo e investimento no setor.
A venda histórica de uma bolsa Birkin original, leiloada pela Sotheby’s em Paris por 8,6 milhões de euros (aproximadamente R$ 55 milhões), destaca a crescente valorização dos itens de luxo. Este evento, ocorrido em julho, reflete um mercado que, embora enfrente desafios, continua atraindo investidores em busca de exclusividade e pertencimento.
O mercado de luxo global, que movimentou 1,48 trilhão de euros em 2024, registrou uma queda de 3% em relação ao ano anterior. No entanto, itens como bolsas, joias e relógios apresentaram aumento de valores, mesmo que abaixo da inflação, que foi de 5,8%. As bolsas Hermès, em particular, mostraram um crescimento de 2,8% no último ano, acumulando uma alta de mais de 85% na última década.
Investimento em Luxo
Especialistas afirmam que investir em itens de luxo é mais sobre narrativas e pertencimento do que sobre rentabilidade rápida. Marta Zaidan, da Vos Investimentos, ressalta que esses ativos são difíceis de precificar e têm pouca liquidez. Para Yuri Freitas, do UBS, o foco deve ser a satisfação pessoal do investidor, não necessariamente o retorno financeiro.
A popularização do mercado de second-hand também tem ampliado as oportunidades de liquidez, especialmente para produtos como bolsas e relógios. Além disso, a interação entre colecionadores tem se intensificado, com bancos e family offices atuando como facilitadores na compra e venda desses ativos.
Desafios e Oportunidades
Apesar da queda no varejo de luxo, itens colecionáveis como relógios de marcas renomadas, como Rolex e Patek Philippe, mostraram uma valorização significativa. No entanto, a dificuldade em precificar esses ativos e a falta de índices de referência tornam o investimento em luxo um campo complexo, onde a narrativa e a paixão desempenham papéis centrais.
Os especialistas concordam que, para muitos, o investimento em luxo não é apenas uma questão financeira, mas também uma forma de participar de comunidades exclusivas e compartilhar experiências. A crescente conscientização sobre o consumo sustentável entre as gerações mais jovens também influencia essa dinâmica, transformando a relação entre consumo e investimento no setor de luxo.
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