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Tarifas de Trump abalam comércio de artes decorativas nos EUA

A partir de janeiro de 2026, tarifas sobem a trinta por cento em estofados e cinquenta por cento em armários de cozinha; Suprema Corte define audiência para cinco de novembro sobre a legalidade

European dealers at decorative art fairs such as the Winter Show at the Park Avenue Armory in New York (above) could be adversely affected by the new tariff regime
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  • A partir de 1º de janeiro de 2026, tarifas sobre importações de estofados passam a 30% e armários de cozinha com peças associadas a 50%, com a Suprema Corte dos Estados Unidos (EUA) marcando audiência sobre a constitucionalidade para 5 de novembro; tarifas atuais são de 25% sobre móveis estofados e armários.
  • A medida busca proteger a indústria local, mas complica o comércio internacional de antiguidades e artes decorativas, prejudicando comerciantes e colecionadores.
  • Millicent Ford Creech afirmou estar espantada com as novas taxas, destacando que clientes preferem móveis anteriores a 1800.
  • Steven J. Chait, presidente da Ralph M. Chait Galleries, disse que as tarifas criam desvantagem competitiva frente a dealers europeus e que os custos de importação são incertos.
  • Nicho M. O’Donnell, advogado da área de direito da arte, ressaltou que as tarifas têm sido disruptivas e reduzem as vendas de colecionáveis, com o mercado sentindo o impacto em leilões e galerias nos EUA.

O aumento das tarifas sobre importações de itens de madeira e móveis, iniciado pelo governo de Donald Trump, terá um impacto significativo a partir de 1º de janeiro de 2026. As taxas subirão para 30% em estofados e 50% em armários de cozinha e peças associadas. A medida visa proteger os produtores locais, mas tem gerado dificuldades para comerciantes e colecionadores de antiguidades.

As tarifas atuais, que já impõem 25% sobre móveis estofados e armários, foram estabelecidas para favorecer a indústria doméstica, mas estão prejudicando o comércio internacional de antiguidades e artes decorativas. A situação é alarmante para muitos comerciantes, como Millicent Ford Creech, que expressou seu espanto com as novas taxas e ressaltou que seus clientes preferem móveis anteriores a 1800.

Consequências no Mercado

Os comerciantes estão reavaliando suas aquisições devido ao aumento dos custos. Steven J. Chait, presidente da Ralph M. Chait Galleries, afirmou que as tarifas criam uma desvantagem competitiva em relação a dealers europeus. Além disso, a incerteza sobre os custos de importação complica ainda mais a situação, pois as taxas podem variar de acordo com a origem dos itens.

O impacto das tarifas é sentido em todo o setor, afetando leilões e galerias nos EUA. Nicholas M. O’Donnell, um advogado especializado em direito da arte, destacou que as tarifas têm sido extremamente disruptivas, levando a uma diminuição nas vendas de colecionáveis. A Suprema Corte dos EUA ouvirá argumentos sobre a constitucionalidade das tarifas em 5 de novembro, o que pode alterar o cenário atual.

O Futuro do Comércio de Antiguidades

A discussão sobre as tarifas levanta questões sobre a liberdade de comércio e a promoção da cultura. Especialistas como Peter K. Tompa argumentam que a circulação de arte e antiguidades deve ser incentivada. A história mostra que tarifas têm sido usadas para proteger a indústria nacional, mas o impacto atual sugere que o comércio de antiguidades e artes decorativas está se tornando cada vez mais restrito.

Os comerciantes estão se adaptando a um novo normal, onde a compra de itens internacionais se torna cada vez mais complicada e onerosa. A expectativa é que, sem mudanças nas políticas tarifárias, o mercado de antiguidades nos EUA continue a enfrentar desafios significativos.

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