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Ação acusa Spotify de payola no modo de descoberta

Ação coletiva no tribunal federal de Manhattan acusa Spotify de payola moderna em Discovery Mode por acordos não divulgados; pede restituição, danos e divulgação; Spotify classifica como nonsense

Matteo Della Torre/NurPhoto via Getty Images
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  • Nova ação coletiva protocolada em tribunal federal de Manhattan acusa Spotify de uma forma moderna de payola por meio do recurso Discovery Mode; a ação busca restituição, danos punitivos e divulgação de acordos não divulgados, defendendo que a plataforma prioriza interesses financeiros em detrimento da personalização prometida.
  • O processo, liderado pela assinante Genevieve Capolongo, sustenta que o Discovery Mode cobra dos ouvintes pelo privilégio de serem enganados, criando uma falsa impressão de recomendações personalizadas enquanto acordos comerciais secretos influenciariam as playlists.
  • Capolongo afirma que a experiência na plataforma foi prejudicada por não conseguir distinguir entre recomendações legítimas e aquelas impulsionadas por interesses financeiros.
  • Em resposta, representantes do Spotify classificaram a ação como nonsense, dizendo que o Discovery Mode permite que artistas sinalizem faixas prioritárias para consideração algorítmica em contextos limitados, como rádio e autoplay, e que o recurso não compra reproduções, com informações claramente divulgadas no aplicativo.
  • A ação ocorre em meio a escrutínio sobre a transparência da plataforma, que já enfrentou outra ação envolvendo suposto streaming fraudulento em larga escala, com artistas como Drake supostamente beneficiando-se de bilhões de reproduções falsas.

Uma nova ação coletiva foi protocolada em um tribunal federal de Manhattan, acusando o Spotify de praticar uma forma moderna de payola por meio do recurso Discovery Mode. O processo, apresentado por usuários do serviço, alega que a plataforma promove artistas de forma não divulgada, priorizando interesses financeiros em detrimento da personalização prometida aos ouvintes.

O documento de 39 páginas, liderado pela assinante Genevieve Capolongo, argumenta que o Spotify “cobra dos ouvintes pelo privilégio de serem enganados”. A ação ressalta que o Discovery Mode cria uma falsa impressão de recomendações personalizadas, enquanto, na verdade, acordos comerciais secretos influenciam as playlists. Capolongo observa que sua experiência na plataforma foi prejudicada, não conseguindo distinguir entre recomendações legítimas e aquelas impulsionadas por interesses financeiros.

Rebatendo as Acusações

Em resposta, representantes do Spotify classificaram a ação como “nonsense”, afirmando que o Discovery Mode permite que artistas sinalizem faixas prioritárias para consideração algorítmica em contextos limitados, como rádio e autoplay. A empresa destacou que o recurso não compra reproduções e que as informações são claramente divulgadas no aplicativo.

Essa nova ação ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre a plataforma. Recentemente, o Spotify enfrentou outra ação que a acusa de ignorar streaming fraudulento em larga escala, com artistas como Drake supostamente se beneficiando de bilhões de reproduções falsas. As controvérsias levantam questões sobre a transparência e a ética nas práticas comerciais da gigante do streaming.

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