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Banco central mantém selic em 15% e surpreende ao não suavizar tom

Copom mantém Selic em 15% ao ano, decisão unânime, e não descarta retomar o ciclo de alta se julgar necessário

Selic alta mantém atratividade da renda fixa
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  • O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter a Selic em 15% ao ano nesta terça-feira, 5 de novembro, pela terceira vez consecutiva; a decisão foi unânime.
  • O comunicado não suavizou o tom e sinalizou que o Copom pode retomar o ciclo de alta se necessário, mantendo a possibilidade de juros acima de 15% no curto prazo.
  • O Copom citou incertezas externas, especialmente a política econômica dos Estados Unidos, como fator relevante para emergentes, com inflação ainda acima da meta.
  • A mensagem aponta melhora nas projeções de inflação, mas as taxas seguem acima da meta; a atividade econômica está em moderação e o mercado de trabalho permanece resiliente.
  • Os juros reais do Brasil ficam em 9,74%, o segundo maior entre os emergentes, atrás da Turquia, com 17,80%; o mercado avalia que a taxa deve permanecer estável nas próximas reuniões.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, em reunião realizada nesta terça-feira, 5 de novembro, manter a taxa Selic em 15% ao ano. Essa é a terceira vez consecutiva que a taxa permanece neste patamar. A decisão foi unânime e reflete um cenário de incertezas, especialmente em relação à política econômica dos Estados Unidos, que pode impactar países emergentes.

O comunicado do Copom não suavizou o tom, o que surpreendeu o mercado. O colegiado destacou que não hesitará em retomar o ciclo de alta nos juros, caso necessário. Assim, a possibilidade de juros superiores a 15% no curto prazo não está descartada. O Copom também mencionou que os riscos inflacionários permanecem elevados, tanto para alta quanto para baixa.

Cenário Econômico

O Copom reconheceu uma melhora nas projeções de inflação, embora as taxas ainda estejam acima da meta estipulada. O relatório aponta que a atividade econômica está em moderação, mas o mercado de trabalho continua resiliente. Essa dinâmica exige cautela nas decisões de política monetária.

Com a Selic mantida, o Brasil segue com o segundo maior juros reais do mundo, com uma taxa de 9,74%. A Turquia ocupa o primeiro lugar, com 17,80% de juros reais. A expectativa do mercado é que, sem mudanças no tom do comunicado, a taxa permaneça estável nas próximas reuniões. A decisão do Copom reflete a necessidade de uma política monetária contracionista para garantir a convergência da inflação à meta em um ambiente de expectativas desancoradas.

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