- Inflação no Brasil mostra evolução positiva; o Focus aponta IPCA de 4,55% para o fim de 2025, ainda acima do teto da meta.
- Copom deve manter Selic em 15% na reunião de hoje, pela terceira vez consecutiva sem alterações.
- Desemprego fica em 5,6% no terceiro trimestre, mantendo cenário de cautela; Itaú BBA e BTG Pactual defendem a manutenção da Selic.
- Mercado aponta alta probabilidade de manutenção da taxa, com 98,3% de chance de estabilidade nas negociações em bolsa.
- Projeções de cortes variam: BTG Pactual vê primeiro recuo em janeiro de 2026; XP Investimentos indica cortes a partir de março de 2026, com Selic chegando a 12% no fim do ciclo, ante possível aperto fiscal em ano eleitoral.
Os dados econômicos recentes indicam que a inflação no Brasil está em trajetória de melhora. O boletim Focus projeta um IPCA de 4,55% para o final de 2025, embora ainda acima do teto da meta do Banco Central. Apesar disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve manter a Selic em 15% na reunião desta quarta-feira, dia 5 de novembro, marcando a terceira reunião consecutiva sem alterações.
A taxa de desemprego está em 5,6% no terceiro trimestre, o que contribui para um cenário de cautela. Diversos bancos de investimentos, como o Itaú BBA e o BTG Pactual, acreditam que a manutenção da Selic é necessária devido à resiliência do mercado de trabalho e à política fiscal mais restritiva. As opções de Copom negociadas em bolsa indicam uma probabilidade de 98,3% de que a taxa permaneça inalterada.
Expectativas do Mercado
O comunicado do Copom é aguardado com expectativa, pois pode sinalizar melhorias nas projeções de inflação. O Bank of America, por exemplo, alerta para o risco de uma restrição econômica excessiva se a Selic se mantiver elevada por muito tempo. Os analistas do BTG Pactual preveem que o primeiro corte na taxa pode ocorrer em janeiro de 2026, caso a inflação mostre sinais de convergência à meta.
Por outro lado, a XP Investimentos projeta um ciclo de cortes de juros a partir de março de 2026, com a Selic podendo chegar a 12% ao final desse ciclo. Para isso, reformas que reduzam o crescimento das despesas públicas serão necessárias. A política fiscal, no entanto, tende a se tornar mais expansionista em um ano eleitoral, o que pode complicar a situação.
As análises indicam que, apesar da melhora nos indicadores de inflação, a Selic deve continuar em 15% por um período prolongado, refletindo a necessidade de cautela em um cenário ainda incerto.
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