- O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, 5 de novembro, acima de 153 mil pontos pela primeira vez, com ganho de 1,72% e cotação de 153.294,44 pontos; o volume financeiro somou R$ 25,669 bilhões, com apoio de ações blue chips e cenário externo favorável.
- O recorde ocorreu em dia de expectativa sobre a decisão do Comitê de Política Monetária, que manteve a taxa Selic em 15% ao ano após o fechamento, nível mais alto em quase duas décadas; economistas veem sinalizações futuras mais neutras, com cortes possíveis a partir de 2026.
- Analistas do Citi indicaram que o banco central deve adotar tom mais neutro até o fim do ano, caso haja intenção de iniciar cortes na Selic; especialistas do Itaú, liderados por Mário Mesquita, sugerem que a inflação pode melhorar, mas a taxa deve permanecer inalterada por um período.
- No câmbio, o dólar fechou em queda de 0,70%, cotado a R$ 5,3614, em linha com a busca por ativos de risco e a sinalização de continuidade da Selic em 15%.
- Dados dos Estados Unidos, com geração de 42 mil empregos em outubro, contribuíram para o mood positivo, apoiando a performance do Ibovespa e a valorização de ativos brasileiros.
O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, 5 de novembro, superando 153 mil pontos pela primeira vez na história, com alta de 1,72%, alcançando 153.294,44 pontos. O desempenho positivo foi impulsionado por ações blue chips e um cenário externo favorável, com as bolsas dos Estados Unidos também em alta. O volume financeiro no pregão atingiu R$ 25,669 bilhões.
Este recorde foi registrado em um dia marcado pela expectativa em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que divulgou sua decisão após o fechamento do mercado, mantendo a taxa Selic em 15% ao ano. Esse patamar é o mais elevado em quase duas décadas. Economistas esperam que o BC adote uma postura mais neutra em suas sinalizações futuras, considerando a possibilidade de cortes na taxa a partir de 2026.
Expectativas do Mercado
Analistas do Citi afirmam que o discurso do BC deve ser ajustado para uma abordagem mais neutra até o fim do ano, caso haja intenção de iniciar cortes na Selic. Já especialistas do Itaú, liderados por Mário Mesquita, acreditam que o Copom pode mencionar uma melhora na inflação, mas deve manter a taxa inalterada por um período prolongado devido a fatores como a resiliência do mercado de trabalho e projeções de inflação acima da meta.
Câmbio e Outros Indicadores
No mercado cambial, o dólar fechou em baixa, cotado a R$ 5,3614, uma queda de 0,70%. Esse movimento acompanhou a desvalorização da moeda norte-americana em relação a outras divisas, em um contexto de maior busca por ativos de risco. A expectativa pela decisão do Copom também influenciou as negociações, com a curva de juros precificando a manutenção da Selic em 15%.
Os dados econômicos dos Estados Unidos, como a geração de 42 mil postos de trabalho em outubro, contribuíram para um cenário otimista, reforçando a performance positiva dos ativos brasileiros e a contínua valorização do Ibovespa.
Entre na conversa da comunidade