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Petrobras enfrenta entraves na venda de campos em águas rasas

Petrobras tenta venda de campos offshore; ANP rejeita testes para retomada em 13 campos de águas rasas, ampliando custos de descomissionamento

Petrobras enfrenta obstáculos em venda de campos em águas rasas, segundo fontes | Empresa buscou alienar o controle campos offshore para se proteger dos altos custos de desmantelamento de plataformas antigas (Eric Thayer)
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  • Petrobras enfrenta dificuldade em vender o controle de campos de petróleo em águas rasas, com o objetivo de reduzir custos de descomissionamento de plataformas antigas, especialmente perto de Sergipe.
  • A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rejeitou o pedido para realizar testes necessários à retomada da produção em 13 campos desativados, complicando a transferência de controle para operadoras menores.
  • Estima-se que o descomissionamento de 26 plataformas na região possa custar mais de US$ 1,7 bilhão.
  • O descomissionamento envolve tamponamento de poços e remoção de plataformas, com custos variando conforme idade e localização.
  • Analistas, como Luiz Hayum, da Wood Mackenzie, destacam que produtores mantêm campos antigos para adiar custos; a venda para operadoras menores é prática comum. Petrobras não comentou oficialmente sobre a venda.

A Petrobras enfrenta dificuldades em sua tentativa de vender o controle de campos de petróleo em águas rasas, uma ação que visa reduzir os altos custos de descomissionamento de plataformas antigas. O colapso do mercado de energia durante a pandemia de Covid-19 levou a empresa a buscar novos operadores para essas áreas, especialmente próximas à costa de Sergipe.

Recentemente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) rejeitou o pedido da Petrobras para realizar testes essenciais à retomada da produção em 13 campos desativados. Essa negativa complicou a transferência de controle para operadoras menores, que poderiam assumir essas áreas. Os custos de descomissionamento permanecem uma preocupação significativa, com estimativas que podem ultrapassar US$ 1,7 bilhão para desativar 26 plataformas na região.

Desafios do Descomissionamento

O descomissionamento na indústria petrolífera envolve processos complexos, como o tamponamento de poços e a remoção de plataformas. Esses procedimentos podem custar dezenas de milhões de dólares, dependendo de diversos fatores, como a idade do equipamento e a localização. A Petrobras, em seu plano de negócios mais recente, já incluiu esses custos, mas a situação financeira da empresa é desafiadora, especialmente com a perspectiva de preços mais baixos do petróleo.

Analistas do setor, como Luiz Hayum, da consultoria Wood Mackenzie, destacam que muitos produtores de petróleo tendem a manter campos antigos em operação para evitar esses custos. A venda de ativos para operadoras menores é uma prática comum, permitindo que grandes empresas repassem parte das despesas de descomissionamento.

A Petrobras não comentou oficialmente sobre a venda dos campos, mas a pressão para desativar as instalações continua. A situação atual ilustra os desafios enfrentados pela empresa em um cenário de incerteza econômica e flutuações no mercado de petróleo.

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