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Mercado Livre exige equidade regulatória com chinesas na América Latina

Mercado Livre Argentina pede regulamentação mais rígida para Temu e Shein na América Latina, por risco de desequilíbrio e queda de empregos

Mercado Livre pede equidade regulatória com plataformas chinesas em LatAm | Empresa caminha para encerrar o ano com mais de 112.000 funcionários, a maioria ligada à sua rede de logística.
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  • Mercado Livre, sob a direção de negócios na Argentina, Juan Martin de la Serna, pressiona por regulamentação mais rígida para plataformas asiáticas como Temu e Shein na LatAm, citando competição desigual e risco a empregos locais.
  • Em conferência em Buenos Aires, ele afirmou que é essencial haver um ambiente regulatório equitativo para todos os concorrentes.
  • De la Serna destacou que a presença de e‑commerces asiáticos cresceu 143% no número de usuários ativos mensais na região, e que pequenas e médias empresas representam 90% do volume de vendas da empresa.
  • O executivo alertou que a importação indiscriminada de produtos de baixo custo pode resultar na perda de empregos para argentinos.
  • Governos do México, Chile e Uruguai já endurecem impostos e regras de importação para proteger varejistas locais; a empresa investiu US$ 65 milhões em um novo centro logístico nos arredores de Buenos Aires, com 65.000 metros quadrados de capacidade, e projeta encerrar o ano com mais de 112.000 funcionários.

O Mercado Livre, sob a liderança de seu diretor de negócios na Argentina, Juan Martin de la Serna, está pressionando por regulamentações mais rigorosas para plataformas de comércio eletrônico asiáticas, como Temu e Shein. O executivo afirmou que a competição desigual ameaça empregos e empresas locais na América Latina. Durante uma conferência em Buenos Aires, ele destacou a necessidade de um ambiente regulatório equitativo para todos os concorrentes.

De la Serna observou que a crescente presença de e-commerces asiáticos, que registraram um aumento de 143% no número de usuários ativos mensais na região, impacta negativamente as pequenas e médias empresas. Essas empresas representam cerca de 90% do volume de vendas do Mercado Livre. O executivo alertou que a importação indiscriminada de produtos de baixo custo pode resultar em perda de empregos para os argentinos.

Ação dos Governos

Governos de países como México, Chile e Uruguai já começaram a implementar medidas para endurecer impostos e regras de importação. Essas ações visam proteger os varejistas locais do influxo de produtos baratos da China. De la Serna elogiou essas iniciativas, afirmando que é essencial ter uma estrutura regulatória que proteja o comércio local.

Além disso, ele comentou sobre a volatilidade econômica da Argentina, que dificulta a expansão do Mercado Livre. Apesar de ter investido US$ 65 milhões em um novo centro logístico nos arredores de Buenos Aires, a capacidade de armazenamento da empresa no país permanece estagnada em 65.000 metros quadrados. O executivo acredita que a concorrência asiática força o Mercado Livre a melhorar seus serviços, mas ressalta que a qualidade dos produtos oferecidos por essas plataformas é frequentemente inferior.

Desafios e Oportunidades

O Mercado Livre, que deverá encerrar o ano com mais de 112.000 funcionários, continua a se adaptar às mudanças do mercado. De la Serna mencionou que, embora a competição da Amazon tenha sido benéfica, a presença de empresas chinesas apresenta desafios distintos. Ele concluiu que, para o Mercado Livre, a diferenciação e a qualidade dos produtos são fundamentais para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

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