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Poupança registra saída líquida de 9,7 bilhões em outubro

Poupança registra saque líquido de 9,7 bilhões em outubro, quarto mês consecutivo de queda; saldo pouco acima de R$ 1 trilhão; Comitê de Política Monetária (Copom) mantém Selic em 15%

A caderneta de poupança registrou mais saques que depósitos em outubro, com saída líquida de R$ 9,7 bilhões. O Banco Central aponta Selic alta como fator - Foto: José Cruz/ Agência Brasil/Arquivo
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  • Em outubro, a poupança teve saque líquido de R$ 9,7 bilhões, quarto mês seguido com saques superiores a depósitos; saldo ficou próximo de R$ 1 trilhão e as retiradas chegaram a R$ 361,6 bilhões, enquanto os depósitos somaram R$ 351,9 bilhões.
  • A taxa Selic permanece em 15% ao ano desde julho, após sete elevações; Copom interrompeu o ciclo de alta para controlar a inflação, que acumula 5,17% nos últimos 12 meses.
  • A Selic elevada incentiva investidores a buscar opções mais rentáveis que a poupança.
  • Historicamente, as retiradas líquidas vêm pressionando a poupança: em 2023 houve saída de R$ 87,8 bilhões, em 2024 de R$ 15,5 bilhões, e, em 2025, o total já soma R$ 88,1 bilhões.
  • Os rendimentos creditados em outubro totalizaram R$ 6,4 bilhões, mas não impediram a tendência negativa da poupança.

O saldo da caderneta de poupança apresentou um sangramento significativo em outubro, com um saque líquido de R$ 9,7 bilhões. Este é o quarto mês consecutivo em que os saques superam os depósitos, conforme dados do Banco Central (BC). No mês, foram registrados R$ 361,6 bilhões em retiradas e R$ 351,9 bilhões em depósitos, resultando em um saldo total próximo de R$ 1 trilhão.

A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano desde julho é um fator crucial para essa movimentação. O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu interromper o ciclo de aumentos após sete elevações seguidas, buscando controlar a inflação, que acumula alta de 5,17% nos últimos 12 meses. A Selic elevada tem incentivado os investidores a buscarem alternativas mais rentáveis que a poupança.

Contexto e Tendências

Nos últimos anos, a caderneta tem enfrentado um cenário de retiradas líquidas. Em 2023, houve uma saída de R$ 87,8 bilhões, e em 2024, R$ 15,5 bilhões. O total acumulado de resgates líquidos até agora em 2025 já alcança R$ 88,1 bilhões. A combinação de um cenário econômico desafiador e a busca por investimentos mais atrativos tem pressionado o desempenho da poupança.

Os rendimentos creditados nas contas em outubro totalizaram R$ 6,4 bilhões, mas isso não foi suficiente para reverter a tendência negativa. A caderneta de poupança, tradicionalmente vista como um investimento seguro, está perdendo espaço para opções que oferecem maior rentabilidade em um ambiente de juros altos.

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