- Warren Buffett, 95 anos, acelera doações: cerca de US$ 1,35 bilhão em ações da Berkshire Hathaway Classe B para as fundações dos filhos, mantendo algumas ações Classe A, como parte do plano de sucessão; ele deixará o cargo de CEO até o fim do ano.
- Também prevê afastar-se da vida pública, não escrevendo mais o relatório anual nem discursando em assembleias, mas manterá a publicação anual da mensagem de Ação de Graças; os curadores substitutos já foram definidos para os casos de morte ou incapacidade.
- Buffett afirma que os filhos — com 72, 70 e 67 anos — têm capacidade para administrar a fortuna e que governar a partir do túmulo não seria adequado; há três curadores alternativos sem conflitos de interesse.
- Durante a assembleia anual, o investidor criticou as políticas tarifárias do ex-presidente Donald Trump, dizendo que o comércio não deve ser uma arma e que os Estados Unidos continuam como potência econômica, com a volatilidade causada por tarifas considerada insignificante frente a crises anteriores.
O investidor bilionário Warren Buffett, de 95 anos, anunciou a aceleração de doações de sua fortuna às fundações de seus filhos. O comunicado, divulgado na segunda-feira (10), revela que ele doará cerca de US$ 1,35 bilhão em ações da Berkshire Hathaway Classe B. Essa ação faz parte de um plano de sucessão que ele já havia delineado anteriormente.
Buffett, que deixará o cargo de CEO da Berkshire Hathaway até o fim do ano, mencionou que a medida visa assegurar que seus filhos tenham acesso ao patrimônio antes que curadores substitutos assumam o controle. Ele ainda manterá algumas ações Classe A até que os acionistas confiem plenamente em seu sucessor, Greg Abel.
Afastamento da Vida Pública
Além das doações, Buffett afirmou que pretende se afastar da vida pública, não escrevendo mais o relatório anual da empresa nem discursando nas assembleias. Contudo, continuará a publicar uma mensagem de Ação de Graças todos os anos. Em sua carta, destacou a capacidade de seus filhos, que têm idades de 72, 70 e 67 anos, para administrar a fortuna, afirmando que “governar a partir do túmulo não tem um bom histórico”.
Os filhos de Buffett têm três curadores alternativos designados para o caso de morte ou incapacidade. Ele os descreveu como “pessoas excepcionais e sábias”, sem conflitos de interesse, garantindo um futuro sólido para sua herança.
Críticas às Políticas Tarifárias
Durante a assembleia anual da Berkshire Hathaway, Buffett também criticou as políticas tarifárias do ex-presidente Donald Trump, afirmando que “o comércio não deve ser uma arma”. O magnata ressaltou que não há motivos para desânimo em relação ao papel dos Estados Unidos como potência econômica, destacando que a volatilidade do mercado decorrente das tarifas foi “insignificante” em comparação a crises econômicas anteriores.
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