- Visa e Mastercard firmaram um novo acordo com varejistas nos Estados Unidos para reduzir as taxas de intercâmbio e ampliar a liberdade dos comerciantes na aceitação de cartões, buscando encerrar um litígio antitruste de mais de 20 anos; a estimativa é de economia superior a US$ 200 bilhões para os lojistas, segundo especialistas.
- A proposta prevê redução média de 10 pontos-base na taxa de intercâmbio por cinco anos e permite que comerciantes optem por não aceitar cartões premium, que possuem taxas mais altas, rompendo a regra antiga de aceitar todos os cartões.
- Economistas peritos no caso indicam que o acordo pode ser um dos maiores da história dos Estados Unidos em processos antitruste; flexibiliza regras para escolher quais cartões aceitar e pode impactar o atendimento ao consumidor, já que cartões premium, como o Sapphire Reserve, podem ser recusados em algumas transações.
- A Merchants Payments Coalition criticou o acordo, dizendo que recusar cartões premium seria inviável pela popularidade desses cartões; analistas ressaltam que a maioria dos comerciantes pode evitar a recusa, para não prejudicar a experiência do cliente.
- Além da redução de taxas, o acordo permite que lojistas cobrem taxa adicional para pagamentos com Visa e Mastercard; a coalizão alerta que a proposta não limita tarifas das bandeiras, o que pode anular as economias prometidas; a medida surge após a anulação de acordo anterior em junho de 2024.
A Visa e a Mastercard firmaram um novo acordo com varejistas nos Estados Unidos, visando reduzir as taxas de intercâmbio e oferecer mais liberdade aos comerciantes na aceitação de cartões. O entendimento, que busca encerrar um litígio antitruste que dura mais de 20 anos, promete uma economia superior a US$ 200 bilhões para os lojistas, segundo especialistas.
O novo pacto propõe uma redução média de 10 pontos-base na taxa de intercâmbio durante cinco anos e permite que os comerciantes optem por não aceitar cartões premium, que possuem taxas mais elevadas. Essa mudança contraria a regra anterior de “aceitar todos os cartões”, que gerava insatisfação entre os varejistas, especialmente com o aumento do uso de cartões de alto custo.
Impacto do Acordo
De acordo com economistas que atuaram como peritos no caso, o acordo pode ser um dos maiores da história dos EUA em processos antitruste. A Visa e a Mastercard concordaram em flexibilizar suas regras, permitindo que os lojistas escolham quais cartões aceitar. Isso pode impactar diretamente o atendimento ao consumidor, já que cartões premium, como o Sapphire Reserve, poderão ser recusados em algumas transações.
Analistas destacam que, mesmo com essa nova flexibilidade, a maioria dos comerciantes pode hesitar em recusar cartões premium, devido ao potencial impacto negativo na experiência do cliente. A Merchants Payments Coalition, por sua vez, manifestou resistência ao acordo, alegando que a popularidade dos cartões premium torna sua recusa inviável.
Termos do Acordo
Além da redução nas taxas, o acordo permite que lojistas cobrem uma taxa adicional para pagamentos com cartões Visa e Mastercard. Contudo, a Merchant Payments Coalition alerta que a proposta não limita as tarifas que as bandeiras podem cobrar, o que pode anular as economias prometidas.
A nova proposta surge após a anulação de um acordo anterior em junho de 2024, que também visava reduzir taxas, mas foi rejeitado por preocupações com a regra de aceitação universal. A Mastercard afirmou que este novo entendimento oferece “clareza, flexibilidade e proteções ao consumidor”, beneficiando especialmente os pequenos comerciantes.
Com essas mudanças, a expectativa é que o cenário de aceitação de cartões nos EUA passe por uma transformação significativa, refletindo nas operações de varejo em todo o país.
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