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Destino do dinheiro do Fundo Florestas Tropicais para Sempre é esclarecido

Fundo Florestas Tropicais para Sempre, gerido pelo Banco Mundial, terá spread de US$ 3–4 bilhões/ano e US$ 4 por hectare preservado; 20% vai a comunidades indígenas; alvo de US$ 25 bilhões até 2030; funciona até 2035, prioriza governos emergentes, produtos verdes, sem combustíveis fósseis

(Wikimedia Commons/Reprodução)
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  • O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) foi anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP30 e é administrado pelo Banco Mundial; o objetivo é remunerar países que mantêm suas florestas, com aportes iniciais de Noruega, Brasil, Indonésia e França, totalizando US$ 5,5 bilhões em investimentos.
  • O modelo prevê um spread de US$ 3 a 4 bilhões por ano, distribuído conforme a quantidade de hectares preservados, com aproximadamente US$ 4 por hectare; 20% dos recursos serão destinados a comunidades indígenas.
  • A expectativa é alcançar US$ 25 bilhões até 2030, com funcionamento previsto até 2035; as regras privilegiam governos/empresas emergentes e produtos verdes, sem investimento em combustíveis fósseis.
  • O fundo não depende de doações, mas sim de investimento, com recursos aplicados em ações diversificadas de baixo risco; países com taxa de desmatamento abaixo de 0,5% serão elegíveis para receber lucros.
  • O TFFF conta com apoio de 53 países, incluindo 34 com florestas tropicais; o ex-CEO da Unilever, Paul Polman, destacou a importância dos serviços ecossistêmicos das florestas para a infraestrutura global.

O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a COP30, é uma iniciativa inovadora administrada pelo Banco Mundial. O objetivo principal do fundo é remunerar países que mantêm suas florestas, com aportes iniciais de nações como Noruega, Brasil, Indonésia e França, totalizando US$ 5,5 bilhões em investimentos.

A proposta do TFFF inclui um spread estimado de US$ 3 a 4 bilhões por ano, que será distribuído de acordo com a quantidade de hectares preservados, com um valor aproximado de US$ 4 por hectare. Além disso, 20% dos recursos arrecadados serão destinados a beneficiar comunidades indígenas, reconhecendo seu papel crucial na conservação ambiental. A expectativa é que o fundo alcance US$ 25 bilhões até 2030, com funcionamento previsto até 2035.

Mecanismos de Funcionamento

O TFFF se diferencia por não depender de doações, mas sim de um modelo de investimento que gera retornos financeiros. O dinheiro arrecadado será aplicado em ações diversificadas, promovendo um fundo de baixo risco. Os países que mantiverem suas taxas de desmatamento abaixo de 0,5% serão elegíveis para receber os lucros do fundo, incentivando a preservação florestal.

Os dados de desmatamento serão monitorados por meio de tecnologia de satélites, garantindo que os recursos sejam entregues apenas a nações que apresentem resultados efetivos. Essa abordagem visa fortalecer a governança ambiental e o monitoramento, além de garantir que o fundo não invista em combustíveis fósseis, priorizando produtos e ações sustentáveis.

Apoio Internacional

O TFFF recebeu o apoio de 53 países, incluindo 34 que possuem florestas tropicais. Essa iniciativa busca criar um abastecimento contínuo de recursos, diferente do modelo tradicional baseado em doações, que é considerado instável e dependente das prioridades dos doadores. O ex-CEO da Unilever, Paul Polman, destacou que o fundo representa uma mudança de paradigma, valorizando os serviços ecossistêmicos das florestas, como a regulação do clima e a biodiversidade, que são essenciais para a infraestrutura global.

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