- O setor de serviços no Brasil cresceu 0,6% em setembro ante agosto, com ajuste sazonal, segundo o IBGE, marcando o oitavo avanço mensal.
- Em relação a setembro de 2024, a expansão foi de 4,1%, acima da expectativa de economistas, que previam 0,4%.
- O destaque ficou com transportes, alta de 1,2%, impulsionada pelo transporte rodoviário de carga; serviços de informação e comunicação subiram 1,2% e outros serviços, 0,6%.
- Houve queda em serviços profissionais e administrativos (-0,6%) e em serviços prestados às famílias (-0,5%), atribuída à menor receita no setor de restaurantes.
- O Banco Central prevê manter a taxa básica de juros em 15% por período prolongado para conter a inflação, que tem meta de 3%; o setor de serviços acumula alta de 3,3% nos últimos oito meses.
O setor de serviços no Brasil registrou um crescimento inesperado em setembro, com alta de 0,6% em relação a agosto, conforme dados do IBGE. Este crescimento marca o oitavo mês consecutivo de avanço, consolidando a importância do setor em um contexto de aperto monetário. Em comparação ao mesmo mês de 2024, a expansão foi de 4,1%, superando as expectativas de economistas, que previam um aumento de apenas 0,4%.
O destaque foi o segmento de transportes, que cresceu 1,2%, impulsionado principalmente pelo transporte rodoviário de carga. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa do IBGE, explicou que a recuperação desse setor é crucial para a sustentação dos serviços, correlacionando-a ao aumento do escoamento da safra agrícola. Além disso, os serviços de informação e comunicação, assim como outros serviços, também apresentaram crescimento, com altas de 1,2% e 0,6%, respectivamente.
Desempenho Geral
Apesar do crescimento em três dos cinco grupos de serviços, houve retrações em serviços profissionais e administrativos, que caíram 0,6%, e em serviços prestados às famílias, com queda de 0,5%. Essa última redução foi atribuída à diminuição da receita no setor de restaurantes. O economista Leonardo Costa, do ASA, destacou que a difusão dos ganhos sugere uma continuidade do crescimento, com informação, comunicação e logística como principais motores.
O impacto do recente aumento de impostos sobre produtos exportados para os Estados Unidos não se refletiu no setor de serviços, segundo Lobo. O Banco Central, que observa com preocupação a inflação, indicou que pretende manter a taxa básica de juros em 15% por um período prolongado para controlar a atividade econômica e alinhar a inflação à meta de 3%. O setor de serviços, que acumulou alta de 3,3% nos últimos oito meses, continua a ser um pilar fundamental da economia brasileira.
Entre na conversa da comunidade