- China detém mais de 75% da produção global de baterias de íon de lítio desde 2020, com 6 dos 10 maiores fabricantes; CATL lidera desde 2017 (Contemporary Amperex Technology Co. Limited).
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China passou de apenas dois fabricantes em 2005 para uma indústria robusta impulsionada por políticas públicas e um mercado interno forte. O marco ocorreu na Olimpíada de Pequim de 2008, quando ônibus elétricos movidos a baterias de íon de lítio foram usados no transporte de atletas e visitantes, estimulando investimento em pesquisa e desenvolvimento.
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O setor se apoiou em subsídios ao consumidor, redes de recarga e políticas que obrigam montadoras a produzir veículos elétricos; a partir de 2012 o governo intensificou o apoio às montadoras de EVs, com metas de produção e subsídios expressivos, e em 2015 houve regra que exigia uso de baterias de fornecedores selecionados, todos chineses.
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Hoje a China representa 85% da capacidade de produção global de baterias; América do Norte e Europa somam 5% e 7%, respectivamente, tornando desafiadora a competição internacional por avanço tecnológico e integração da cadeia de suprimentos.
A China se consolidou como líder global na produção de baterias de íon de lítio, controlando mais de 75% do mercado desde 2020. O país, que em 2005 contava com apenas dois fabricantes, viu sua indústria de baterias crescer exponencialmente, impulsionada por políticas governamentais e um mercado interno robusto.
O ponto de virada ocorreu durante os Jogos Olímpicos de Pequim em 2008, quando ônibus elétricos, movidos por baterias de íon de lítio, foram utilizados para o transporte de atletas e visitantes. Essa iniciativa marcou o início da criação de uma indústria nacional de baterias, com o governo investindo em pesquisa e desenvolvimento. A CATL, que se destacou desde 2017, é atualmente a maior fabricante de baterias do mundo.
Políticas de Apoio
O sucesso da China no setor se deve a uma combinação de fatores. Entre eles, subsídios ao consumidor, a criação de redes de recarga e políticas que obrigam montadoras a produzir veículos elétricos (EVs). As empresas chinesas também se mostraram eficientes na produção em larga escala e na redução de custos, essenciais para a fabricação de baterias.
A partir de 2012, o governo intensificou o apoio às montadoras de EVs, estabelecendo metas de produção e oferecendo subsídios significativos. Em 2015, uma regra obrigou os fabricantes de veículos a utilizar baterias de fornecedores selecionados, todos chineses, restringindo o acesso de empresas estrangeiras ao mercado.
O Futuro da Indústria
Hoje, a China detém 85% da capacidade de produção de baterias globalmente, enquanto a América do Norte e a Europa somam apenas 5% e 7%, respectivamente. Especialistas afirmam que será desafiador para outros países competirem com a China, devido ao seu avanço em tecnologia e à integração vertical de suas cadeias de suprimento.
Apesar disso, alguns analistas acreditam que há espaço para competição, especialmente com o desenvolvimento de tecnologias de baterias de estado sólido, que podem abrir novas oportunidades para empresas fora da China. No entanto, a construção de uma indústria de baterias em outros países ainda enfrenta obstáculos significativos, como a falta de know-how e altos custos de energia.
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