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Banco do Brasil foca em crédito com garantia após inadimplência

BB projeta rentabilidade em 2026; amplia crédito a pessoas físicas e mantém agro/PJ sob nova gestão de risco, com alienação fiduciária; Selic pode cair no 2T2026

Após perdas com inadimplência, Banco do Brasil coloca foco em crédito com garantia | Tarciana Medeiros, CEO do BB, deu mais informações sobre a estratégia de crescimento para 2026, com expectativa de corte da Selic no segundo trimestre (Divulgação/BB)
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  • Banco do Brasil (BB) anuncia nova estratégia para enfrentar perdas com inadimplência, especialmente no agronegócio; a CEO do BB, Tarciana Medeiros, aponta 2025 como ano de ajustes e a retomada de rentabilidade a partir de 2026, com foco em expansão de crédito para pessoas físicas e gestão de risco mais rigorosa, mantendo operações no agronegócio e para pessoas jurídicas.
  • Dados indicam alta da inadimplência acima de 90 dias no agronegócio, que subiu 185 pontos base no terceiro trimestre de 2025, para 5,34%, e da inadimplência na carteira consolidada de crédito, que chegou a 4,93%; o cenário foi favorecido por dificuldades nas culturas de soja e pedidos de recuperação judicial em algumas regiões.
  • Para mitigar riscos, o BB implementará alienação fiduciária no agronegócio e garantias para micro e pequenas empresas, sem abandonar modelos anteriores, buscando acrescentar práticas novas e renovar a carteira com vencimentos de até um ano.
  • Medeiros sinaliza que o ciclo de corte da Selic deve começar apenas no segundo trimestre de 2026, com possível efeito positivo na carteira de pessoas físicas devido a salários mais altos; o banco concentrará esforços na base de micro e pequenas empresas para evitar novos aumentos na inadimplência.

O Banco do Brasil (BB) anunciou uma nova estratégia para enfrentar as perdas com inadimplência, especialmente no setor do agronegócio. Em entrevista, a CEO Tarciana Medeiros destacou que 2025 será um ano de ajustes, com expectativas de retomada da rentabilidade a partir de 2026. O foco será na expansão do crédito para pessoas físicas, mantendo operações no agronegócio e para pessoas jurídicas com uma gestão de risco mais rigorosa.

Os dados revelam um aumento significativo na inadimplência acima de 90 dias no agronegócio, que subiu 185 pontos base no terceiro trimestre de 2025, alcançando 5,34%. A inadimplência na carteira consolidada de crédito também aumentou, chegando a 4,93%. Esse cenário foi impulsionado por dificuldades nas culturas de soja e por pedidos de recuperação judicial em algumas regiões do país.

Novas Estratégias

Para mitigar os riscos, o BB implementará a alienação fiduciária no agronegócio e garantias para micro e pequenas empresas. Medeiros enfatizou que o banco não abandonará os modelos anteriores, mas buscará agregar novas práticas. O objetivo é garantir a sustentabilidade das operações, com foco na renovação da carteira de crédito, que possui prazos de vencimento de até um ano.

Medeiros também indicou que o início do ciclo de corte da Selic deve ocorrer apenas no segundo trimestre de 2026. Essa redução da taxa de juros é esperada para ter um impacto positivo na carteira de pessoas físicas, especialmente com o aumento projetado nos salários. O Banco do Brasil se compromete a concentrar esforços na base existente de micro e pequenas empresas, buscando evitar um aumento adicional na inadimplência.

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