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Galípolo é alvo do governo e do PT por taxa Selic

Governo e PT criticam Gabriel Galípolo após a Selic manter 15%; Haddad vê espaço para corte e Copom sinaliza manutenção, com foco na dívida

Chamado de "menino de ouro" por Lula antes da indicação ao Banco Central, Gabriel Galípolo agora virou alvo do governo e do PT. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, recebe críticas do governo e do PT após manter a Selic em 15% na última reunião do Copom, com questionamentos sobre autonomia e dados usados.
  • Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad cobraram posicionamento de Galípolo; Haddad afirmou que há espaço para cortes, dizendo que não é possível sustentar taxa real de 10% com inflação de 4,5%, apesar de reconhecer que Galípolo faz um bom trabalho.
  • Lula elogiou inicialmente Galípolo, mas evita críticas diretas; a alta da Selic é pauta que ofusca a responsabilidade do governo pela contas públicas.
  • Analistas veem o debate como cortina de fumaça para problemas fiscais; economista Alexandre Manoel diz que a Selic é sintoma da fragilidade das contas, com déficit superior a R$ 100 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.
  • Projeções apontam manutenção da taxa pelo Copom, com possibilidade de cortes no início de 2026, desde que resultados fiscais sejam consistentes; Carlos Henrique, CEO da Sttart Pay, afirma apoio do sistema financeiro, condicionado a um plano fiscal crível.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enfrenta intensas críticas do governo e do PT após decidir manter a taxa Selic em 15% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa decisão gerou descontentamento entre aliados do Planalto, que questionam a autonomia do BC e os dados econômicos utilizados na análise.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou Galípolo por não considerar os indicadores econômicos do país. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também se manifestou, afirmando que há espaço para cortes na taxa de juros. Em entrevista, Haddad declarou que não é possível sustentar uma taxa de juro real de 10% com uma inflação de 4,5%. Apesar disso, ele suavizou o tom ao reconhecer que Galípolo realiza um bom trabalho.

Críticas e Expectativas

A pressão sobre Galípolo aumenta à medida que o PT tenta equilibrar o descontentamento interno sem gerar um embate mais severo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que inicialmente elogiou Galípolo, também tem evitado críticas diretas. A discussão sobre a alta taxa de juros, que é a segunda maior do mundo, acaba ofuscando a responsabilidade do governo pelas contas públicas.

Analistas apontam que o debate sobre a Selic serve como uma “cortina de fumaça” para os problemas fiscais do país. O economista Alexandre Manoel destacou que a Selic é apenas um sintoma da fragilidade das contas públicas, que acumulam um déficit superior a R$ 100 bilhões entre janeiro e setembro de 2025.

Projeções Futuras

Embora o Copom tenha sinalizado a manutenção da taxa, há expectativas de que cortes possam ocorrer no início de 2026. A equipe econômica, no entanto, deve apresentar resultados fiscais consistentes para que o mercado confie na redução da Selic. O CEO da Sttart Pay, Carlos Henrique, enfatizou que o sistema financeiro apoia a queda de juros, mas condiciona isso a um plano fiscal crível.

A situação fiscal do país continua a ser uma preocupação, especialmente com a proximidade das eleições. O debate sobre um ajuste estrutural nas contas públicas parece improvável, uma vez que a maioria da população não percebe a gravidade da situação, focando mais em aspectos como desemprego e consumo.

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