- A Oncoclínicas está captando R$ 1,4 bilhão em capital novo para reduzir a dívida líquida, que hoje fica em torno de R$ 3,9 bilhões, e cumprir covenants; a alavancagem atual é de 4,4 vezes o EBITDA, acima do limite de 3,5 vezes.
- A operação também busca dissuadir uma possível Oferta Pública de Aquisição (OPA) por parte de Centaurus Capital e Goldman Sachs; a participação desses investidores gerou controvérsias e acionistas minoritários solicitam investigações sobre a compra de 16% da empresa pela Centaurus.
- Entre os novos investidores estão Latache Gestão de Recursos, Kapitalo Investimentos, G5 Partners, BTG Pactual Asset Management e ARC Capital; a Latache deve manter cerca de 15% após a operação.
- A participação da Latache já existia na Oncoclínicas, e a entrada de novos agentes é vista como forma de fortalecer a governança e acalmar o relacionamento com financiadores.
- O setor de saúde encara custos elevados devido às taxas de juros; a empresa registra prejuízos líquidos há quatro trimestres consecutivos, reforçando a urgência de reestruturação financeira.
A Oncoclínicas está em processo de captação de R$ 1,4 bilhão em capital novo. O objetivo é reduzir sua elevada dívida líquida, que atualmente gira em torno de R$ 3,9 bilhões, e atender aos seus covenants financeiros. A empresa, que opera centros de tratamento de câncer, enfrenta uma alavancagem de 4,4 vezes em relação ao EBITDA, superando o limite de 3,5 vezes estipulado em seus contratos de dívida.
A movimentação busca também dissuadir a possibilidade de uma oferta pública de aquisição (OPA) por parte de investidores significativos, como a Centaurus Capital e o Goldman Sachs. A participação desses investidores gerou controvérsias, levando acionistas minoritários a solicitar investigações sobre a compra de 16% da empresa pela Centaurus, que não se manifestou sobre o assunto.
Novos Investidores
Entre os novos investidores que participarão do aumento de capital estão Latache Gestão de Recursos, Kapitalo Investimentos, G5 Partners, BTG Pactual Asset Management e ARC Capital. A Latache, que já tinha participação na Oncoclínicas, deve manter cerca de 15% após a operação. A entrada desses investidores é vista como uma estratégia para fortalecer a empresa e apaziguar o cenário conturbado em torno de sua governança.
A Oncoclínicas, assim como outras empresas do setor de saúde, enfrenta desafios adicionais devido ao aumento das taxas de juros, que impactam suas operações e a capacidade de investimento. A companhia já registrou prejuízos líquidos por quatro trimestres consecutivos, o que reforça a urgência de sua reestruturação financeira.
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