Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Raízen registra avanço na reestruturação e planeja cortar investimentos em 2026

Raízen registra prejuízo de R$ 2,3 bilhões no 2º trimestre; EBITDA ajustado de R$ 3,3 bilhões e Capex de R$ 9–9,8 bilhões com queda prevista em 2026

Raízen vê avanço em reestruturação e sinaliza redução de investimento em 2026 | A empresa, joint venture entre Cosan e Shell, tem privilegiado um mix com mais açucar e menos etanol para capturar o benefício do hedge (PHOTO ART FOTOGRAFIAS)
0:00
Carregando...
0:00
  • A Raízen divulgou resultados do segundo trimestre da safra 2025/26: prejuízo de R$ 2,3 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 3,3 bilhões, 13% abaixo do esperado.
  • Executivos destacaram avanços na reestruturação, com foco na distribuição de combustíveis no Brasil, cortes de custos e disciplina nos investimentos.
  • Alavancagem de 5,1 vezes o EBITDA ajustado e dívida líquida de R$ 53,44 bilhões; sazonalidade pressiona estoques de açúcar e etanol estimados em R$ 7 bilhões.
  • Capex previsto entre R$ 9 bilhões e R$ 9,8 bilhões para o ano-safra, com tendência de redução de investimentos em 2026; caixa de cerca de R$ 18 bilhões e programa de desinvestimentos de R$ 5 bilhões, já recebendo R$ 1 bilhão e com expectativa de mais R$ 4 bilhões até o fim da safra.
  • Na Argentina, desvalorização do peso e inflação dificultam repasse de preços, apesar de aumento das vendas; ações da Raízen caíram 59% em 2025, encerrando o pregão a R$ 0,87.

A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, divulgou resultados financeiros do segundo trimestre da safra 2025/26, registrando um prejuízo de R$ 2,3 bilhões. O EBITDA ajustado ficou em R$ 3,3 bilhões, 13% abaixo do esperado pelo mercado. Executivos da empresa destacaram avanços na reestruturação, especialmente na distribuição de combustíveis no Brasil, além de cortes de custos e disciplina nos investimentos.

Apesar das melhorias estruturais, a empresa enfrenta desafios significativos. A produtividade agrícola foi impactada por queimadas e clima adverso, resultando em uma alavancagem de 5,1 vezes o EBITDA ajustado. A dívida líquida da Raízen alcançou R$ 53,44 bilhões. O diretor de Relações com Investidores, Felipe Casali, afirmou que a sazonalidade está pressionando a formação de estoques de açúcar e etanol, estimados em R$ 7 bilhões.

Foco em Desalavancagem

Para o ano-safra, a Raízen projeta um Capex entre R$ 9 bilhões e R$ 9,8 bilhões, com uma tendência de redução de investimentos em 2026. A prioridade da empresa é a desalavancagem, com cerca de R$ 18 bilhões em caixa e um programa de desinvestimentos que soma R$ 5 bilhões. Até o momento, já foram recebidos R$ 1 bilhão, e espera-se que mais R$ 4 bilhões sejam gerados até o fim da safra.

O CEO da Raízen, Nelson Gomes, comentou sobre a dinâmica do mercado de combustíveis, destacando um crescimento no volume de vendas, especialmente de diesel e lubrificantes. A empresa também se beneficia de um mix de produtos premium, como o Shell V-Power, e ações internas que melhoraram as margens.

Desafios na Argentina

Na Argentina, a situação é mais complicada. Embora a Raízen tenha aumentado suas vendas, a desvalorização do peso e a inflação elevada dificultam o repasse de preços. A empresa continua a trabalhar para melhorar sua eficiência e reduzir custos, enquanto busca estabilizar sua posição no mercado.

As ações da Raízen caíram 59% em 2025, encerrando o pregão a R$ 0,87. A companhia agora se concentra em superar os desafios atuais e garantir uma recuperação sustentável em um ambiente desafiador.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais