- A Airbus enfrenta gargalos de produção por falhas na cadeia de suprimentos e atrasos na entrega de motores, mantendo a meta de 820 aeronaves entregues em 2025.
- A Pratt & Whitney afirmou ter motores suficientes para cumprir as entregas restantes de 2025, com alinhamento de planos para o próximo ano, mantendo foco em superar gargalos de capacidade e questões de certificação e reparo.
- O presidente de motores comerciais da Pratt & Whitney, Rick Deurloo, afirmou que qualquer entrega daqui para frente será para o próximo ano, em coletiva em Dubai antes do Dubai Airshow, em 16 de novembro.
- A Airbus já fabricou aeronaves sem motores, resultando em fuselagens conhecidas como “planadores”.
- Problemas persistentes incluem pó metálico contaminado em motores, levando suspensões de parte das frotas da linha A320; a Pratt & Whitney trabalha na reparação dos motores afetados, certificação de uma versão aprimorada e desenvolvimento de um novo motor para a próxima geração de narrowbody, previsto para 2035, com negociações com várias fabricantes, exceto COMAC.
A Airbus enfrenta desafios na produção de aeronaves devido a problemas na cadeia de suprimentos e atrasos na entrega de motores. A meta de 820 aeronaves entregues em 2025 permanece como um objetivo ambicioso. Recentemente, a Pratt & Whitney, fabricante de motores, declarou que possui motores suficientes para que a Airbus cumpra suas metas para o restante do ano.
Rick Deurloo, presidente de motores comerciais da Pratt & Whitney, afirmou que a empresa está alinhada com as entregas planejadas. “Chegamos ao ponto que qualquer entrega agora será para o próximo ano,” disse ele em coletiva de imprensa em Dubai, antes do Dubai Airshow, realizado em 16 de novembro. Esta afirmação surge em um contexto onde a Airbus já fabricou aeronaves sem motores, resultando em fuselagens conhecidas como “planadores”.
Problemas Persistentes
A fabricante europeia tem enfrentado dificuldades para acelerar a produção, especialmente devido a problemas contínuos na cadeia de suprimentos. Guillaume Faury, CEO da Airbus, indicou que as entregas estão concentradas no final do ano, mas a empresa mantém a confiança de que suas metas são alcançáveis.
Além disso, a Pratt & Whitney teve que lidar com questões de pó metálico contaminado em seus motores, o que levou diversas companhias aéreas a suspenderem parte de suas frotas da linha A320. Esses contratempos, somados a uma produção abaixo do esperado pela CFM International, têm contribuído para os atrasos nas entregas das novas aeronaves.
Caminho à Frente
A Pratt & Whitney está trabalhando para resolver esses problemas, focando na reparação dos motores afetados e na certificação de uma versão aprimorada de seus produtos. A empresa também está desenvolvendo um novo motor para a próxima geração de aeronaves narrowbody, com previsão de lançamento até 2035. Deurloo destacou que a Pratt & Whitney continua em negociações com várias fabricantes de aviões, exceto a chinesa COMAC.
A situação atual exige que a Airbus e a Pratt & Whitney colaborem intensamente para superar os desafios e garantir que as metas de entrega sejam cumpridas.
Entre na conversa da comunidade