- O Índice de Atividade Econômica do Banco Central caiu 0,20% em setembro, ante agosto, em dados dessazonalizados, pior do que a previsão de queda de 0,10%.
- No terceiro trimestre, a atividade recuou 0,9% na comparação com o trimestre anterior, após alta de 0,4% em agosto que não reverteu a tendência.
- Indústria caiu 0,7% em setembro; serviços recuou 0,1%; agropecuária avançou 1,5% — sem o efeito do setor agropecuário, a atividade total cairia 0,4%.
- Em relação a setembro de 2024 houve alta de 2,0%; nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado é de 3,0%. O PIB do terceiro trimestre será divulgado no início de dezembro, com expectativa de crescimento de 1,8% na comparação com o trimestre anterior.
- O Banco Central mantém a taxa de juros em 15%; a Focus aponta crescimento do PIB de 2,16% neste ano, com desaceleração de 1,78% prevista para 2026.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) registrou uma queda de 0,20% em setembro em relação a agosto, segundo dados dessazonalizados divulgados nesta segunda-feira, 17. A retração foi maior do que a esperada pelos economistas, que previam uma queda de apenas 0,10%. Este resultado confirma a tendência de desaceleração da economia brasileira, que enfrenta juros elevados e uma política monetária restritiva.
No terceiro trimestre, a atividade econômica encolheu 0,9% em comparação ao trimestre anterior. O crescimento de 0,4% em agosto, que havia interrompido três meses de queda, não foi suficiente para reverter a trajetória negativa. O economista Rafael Perez, da Suno Research, destacou que o cenário atual é impactado por uma base de comparação elevada do primeiro semestre e pelos efeitos da política monetária sobre crédito e consumo.
Setores em Desempenho
A análise dos dados do IBC-Br revela que a indústria foi o setor mais afetado, com uma queda de 0,7% em setembro. Os serviços também apresentaram retração de 0,1%, enquanto a agropecuária teve um desempenho positivo, com crescimento de 1,5%. Sem considerar o setor agropecuário, a atividade total teria caído 0,4%.
Em comparação a setembro de 2024, o IBC-Br teve uma alta de 2,0%, e um crescimento acumulado de 3,0% nos últimos 12 meses. Os dados oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no início de dezembro, com previsões de crescimento de 1,8% em relação ao trimestre anterior.
O Banco Central mantém a taxa de juros em 15%, o maior nível em quase 20 anos, com o objetivo de controlar a inflação e assegurar que ela retorne à meta de 3%. A pesquisa Focus mais recente indica que os economistas mantêm a expectativa de crescimento do PIB em 2,16% para este ano, com uma desaceleração prevista para 1,78% em 2026.
Entre na conversa da comunidade